Ambiente
18/03/2008 - 21h33

Ativistas do Greenpeace deixam navio carregado de madeira brasileira

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da Folha Online

Os cinco ativistas do Greenpeace que ocupavam o navio Galina 3, que tentava atracar na França carregado de madeira vinda do Brasil, deixaram o local na tarde desta terça-feira (18).

De acordo com a organização, a medida foi tomada depois que o governo Francês anunciou que vai aumentar o rigor no controle da origem da madeira utilizada no país. O ministro do Meio Ambiente, Jean-Louis Borloo, pediu hoje que os serviços alfandegários intensifiquem a vigilância e o controle sistemático dos certificados de autorização das cargas de madeira que chegam à França.

Divulgação
Ativistas tentam escrever em cargueiro carregado com madeira; Greenpeace deixou barco após discurso da França
Ativistas tentam escrever em cargueiro carregado com madeira; Greenpeace deixou barco após discurso de ministro da França

Por isso, os ativistas do Greenpeace, vindos de Alemanha, Inglaterra, Itália e Chile, decidiram abandonar o cargueiro e voltar aos botes da organização. Com a saída do grupo, o Galina 3 obteve autorização para atracar no porto de Caen, onde deveria ter chegado ontem. O navio de 16 mil toneladas saiu do Porto de Santarém, no Pará.

Em razão de o cargueiro ter os ativistas a bordo, agentes do porto não deixaram que ele atracasse.

Com a ação, o grupo queria pressionar a UE (União Européia) a adotar medidas mais rígidas para controlar a entrada de madeira nos países que fazem parte do bloco. Com a sinalização de mudança na postura francesa, o Greenpeace considera o protesto bem-sucedido.

O grupo informa que vai continuar cobrando da UE uma mudança nessa área, mas não adianta quais serão as próximas ações.

Negociação

Hoje, a ministra do Meio Ambiente brasileira, Marina Silva, conversou por telefone Borloo sobre questões de importação de madeira. Os dois ministros falaram sobre a autorização do comércio da madeira e a perspectiva de que o Brasil adote a norma européia em matéria de certificados e de luta contra o desmatamento.

"Trata-se de lutar contra o desmatamento selvagem das florestas primitivas, que vão contra a biodiversidade e a luta contra a mudança climática", informou o ministério do Meio Ambiente francês, em comunicado.

O ministro afirmou que pretende defender "uma posição ambiciosa" diante de seus parceiros da UE (União Européia).

A organização ambientalista afirma que a União Européia tem grande parte da responsabilidade pelo desmatamento no Brasil. De acordo com estudo divulgado ontem pelo Greenpeace, 15 países da Europa importam 48% das 1,6 milhão de toneladas de madeira amazônica exportada pelo Brasil em 2007. Os principais destinos foram Holanda (14%), França (13%), Espanha (6%), Portugal (6%) e Bélgica (4%).

Com informações da agência Efe

 

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