Em 12 meses, Amazônia perdeu área equivalente a seis São Paulos
da Folha Online
Entre maio de 2007 e abril de 2008, os últimos 12 meses registrados pelo sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), a Amazônia sofreu um desmatamento de 9.495 km2, o equivalente a mais de seis vezes a área da cidade de São Paulo. Só no último mês de abril, foram desmatados 1.123 km2, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
De acordo com o relatório do instituto, os Estados em que foram registradas as maiores áreas desmatadas em abril foram Mato Grosso (794,1 km2) e Roraima (284,8 km2). O governo de Mato Grosso, o líder em desmatamento em abril, informou que os dados do Inpe serão verificados em campo.
"Onde for comprovado o desmatamento ilegal será lavrado o auto de infração. Os números do Deter são alertas para a fiscalização, e nós vamos continuar fiscalizando", afirmou o secretário de Meio Ambiente do Estado, Luis Henrique Daldegan, em nota.
| Roberto Jayme/Reuters |
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| Carlos Minc considerou "preocupantes" os dados sobre desmatamento e anunciou pacote de medidas para a Amazônia |
Em março, o índice de desmatamento havia ficado em 145 km2, mas esse dado não é confiável para comparar o desmatamento na floresta.
Isso porque, conforme o Inpe, o aumento pode ser explicado, em parte, pela maior oportunidade de observação do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), que faz essa medição.
Isso porque em março deste ano 78% da Amazônia estava sob nuvens e, em abril, esse índice foi reduzido para 53%.
No Mato Grosso, por exemplo, que teve uma área de desmatamento registrada de 112,4 km2 em março, a cobertura de nuvens diminuiu de 69% para apenas 14% em abril.
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) considerou que os dados são "preocupantes". Ele anunciou um pacote de medidas para coibir a destruição de florestas na região, entre elas o início da apreensão de gado criado em propriedades não regularizadas --chamada por Minc de operação "boi pirata"-- e a criação de um batalhão de guarda florestal para evitar ações de degradações às florestas.
Apesar de admitir que os dados do Inpe podem não ser precisos, uma vez que as imagens aéreas captadas na Amazônia foram prejudicadas por nuvens na região, Minc ressaltou que os números indicam que o desmatamento na Amazônia pode crescer ainda mais nos próximos meses.
"Os piores meses de desmatamento, historicamente, são junho, julho e agosto. Não podemos dormir no ponto, o pior está por vir. Mesmo sendo um indicativo, impreciso, com nuvens, é comparado com outros semelhantes", alertou.
O ministro atribuiu o crescimento das áreas desmatadas ao aumento do preço da soja e da venda de gado no mercado econômico. Segundo Minc, há uma relação direta entre o aumento do preço da carne, da soja e o desmatamento.
"Isso significa estímulo para que novas áreas sejam ocupadas. É muito mais até o gado do que a soja, que normalmente é a segunda etapa da produção", afirmou.
Minc anunciou que, a partir do dia 15 junho, a operação "boi pirata" vai monitorar a cadeia produtiva do gado. As siderúrgicas, frigoríficos, madeireiras e agropecuárias serão notificados para que informem ao governo todos os seus fornecedores de carne. Os identificados como 'irregulares' terão a produção de gado apreendida pelo governo.
"Se uma siderúrgica compra material de frigorífico ilegal, ela é responsável pelo crime ambiental', explicou Minc. O ministro não descarta doar o gado apreendido para o programa Fome Zero, do governo federal. 'Pode ser uma alternativa para alimentar a quem precisa."
Controle
Minc disse que, também a partir deste mês, o governo vai ampliar o controle sobre a região amazônica com o envio de 500 homens para a fiscalização da região --como o núcleo da futura 'guarda nacional ambiental' que será criada no país.
Em conversa com o ministro Tarso Genro (Justiça), Minc disse que recebeu o compromisso de que será criado um batalhão especial com treinamento ambiental para agir a partir do segundo semestre deste ano no combate ao desmatamento.
O ministro ainda espera que a decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) de restringir, a partir de 1º de julho, a concessão de financiamento agrícola para quem não cumpre critérios ambientais também vai ajudar na redução das áreas desmatadas.
Outra medida do governo, segundo Minc, será criar uma espécie de "paredão verde de unidades de conservação" para coibir o desmatamento.
"O dado é preocupante, não vamos brigar com o termômetro, não queremos chorar a seiva derramada. Vamos agir, o tempo é curto, as medidas estão certas, não deu tempo para surtirem efeito, algumas nem começaram. O boi pirata vai começar a partir de junho. Várias começaram e ainda não renderam frutos, outras estão começando agora", enfatizou.
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Especial



Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
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Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
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