Ambiente
08/07/2008 - 09h58

G8 quer cortar 50% das emissões de CO2 até 2050; ambientalistas dizem que ato é tímido

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da Folha Online

Os países do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) concordaram em reduzir as emissões de CO2 (dióxido de carbono) em 50% até 2050, como forma de controlar a mudança climática. Apesar de ser a primeira vez que os Estados Unidos aceitam cumprir uma meta de redução, organizações ambientalistas classificam o acordo, de longo prazo, como tímido.

O acordo foi fechado durante cúpula do grupo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia, realizado em Toyako, no Japão.

O G8 quer "considerar e adotar" nesse âmbito "a meta de obter pelo menos 50% de redução das emissões mundiais para 2050, reconhecendo que esse desafio global só pode ser enfrentado por meio de uma resposta global, em particular, pelas contribuições de todas as grandes economias", afirma um comunicado do grupo.

Esta é a primeira vez que os Estados Unidos aceitam uma meta de redução de gases do efeito estufa. O país não aderiu ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, e até agora buscava um acordo mais amplo, que incluísse grandes economias emergentes, como China e Índia.

No ano passado, em sua reunião realizada na Alemanha, o G8 apenas conseguiu chegar a um acordo para "considerar seriamente" a meta de reduzir as emissões em pelo menos 50% para 2050.

Conta gotas

Entretanto, segundo o Greenpeace, trata-se de um "passo muito pequeno", após eventos como os relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), e a conferência sobre clima da Nações Unidas em Bali, realizada em dezembro do ano passado. Para a organização, trata-se de um acordo estratégico politicamente, já que não afeta a economia.

"Os outros países do G8 estão esperando a transição política dos Estados Unidos para pressionar por uma meta mais forte. Mas eles não podem esperar, temos que continuar agindo e tomando atitudes. A ciência já foi muito clara, dizendo que temos um tempo limitado para reduzir as emissões", afirmou à Folha Online o coordenador da campanha de clima do Greenpeace, Luis Piva.

Na visão da ONG, um compromisso ideal seria que o G8 se comprometesse a cortar as emissões de CO2 em 30% até 2020 e de 80% a 90% até 2050. "Temos que começar a estabilizar e reduzir as emissões até 2015", diz Piva.

Inércia

O diretor da WWF Internacional, Kim Carstensen, afirma que a cúpula do G8 não conseguiu "tirar os Estados Unidos" de sua posição contrária a avançar na redução de gases que causam o efeito estufa.

Para o porta-voz da Oxfam Internacional, Antonio Hill, "com o ritmo atual" o mundo estará "cozido" em 2050, e o G8 terá sido "esquecido há tempos".

Em Toyako, a Casa Branca afirmou que o acordo apresenta "progressos substanciais" em relação ao acordo obtido na última reunião de cúpula.

A declaração "não fala apenas em compartilhar a visão de uma sociedade com baixas emissões de dióxido de carbono, e sim expressa a visão do G8 que está buscando --junto com as outras partes da Convenção da ONU-- considerar e adotar a meta de atingir pelo menos uma redução de 50%" das emissões, disse Dan Price, conselheiro do presidente George W. Bush para assuntos econômicos internacionais.

"Em nossa visão, e na visão dos líderes reunidos, isso representa um progresso substancial em relação ao ano passado", afirmou.

Pedido

Os presidentes do Brasil, México, China, Índia e África do Sul, os membros do G5, pediram aos colegas do G8 que se empenhem em conseguir uma redução maior da emissão de gases poluentes para lutar contra a mudança climática.

O G5 disse que o acordo sobre o clima obtido pelo G8 nesta terça-feira não é suficientemente abrangente nem rápido.

"É essencial que os países desenvolvidos assumam a liderança para conseguir reduções ambiciosas dos países emissores de gases de efeito estufa depois de expirado o Protocolo de Kyoto em 2012", afirma o grupo, em nota.

Os países emergentes estão convidados nesta quarta-feira a uma sessão ampliada do G8 junto com a Austrália, Indonésia e Coréia do Sul, um total de 16 países que representam 80% das emissões de gases poluentes do planeta.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Francisco Oliveira (396) 25/11/2009 22h41
Francisco Oliveira (396) 25/11/2009 22h41
Sem IPI para os carros Flex, cada dia mais carros circulando nas grandes cidades, o que o governo pretende? Claro Natal, ano que vem eleições, mas como andaremos de carro numa cidade como S.Paulo? Em muitos lugares as pessoas passam masi de 30 minutos para poder sair da garegem dos edificios, faz sentido isto? sem opinião
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Francisco Oliveira (396) 25/11/2009 22h26
Francisco Oliveira (396) 25/11/2009 22h26
A natureza sempre se defende, se alteramos a harmonia ela vai fazer tudo para que o equilibrio entre as fôrças do planeta se restaure, não como era mas sempre vai tentar cicatrizar da melhor forma possível. Se por qualquer motivo deixássemos de habitar as grandes cidades a flora e a fauna voltariam a ocupar mesmo com todo o concreto, quantas aves e animais tentam voltar para São Paulo, quantos de nós que vivemos em regiãos centrais da cidade acordamos com pássaros cantando.
Mesmo as hidroelétricos não são tão ecologicamante corretas como nos são vendidas, elas rompem o equilibrio ambiental, das matas, dos peixes e suas piracemas. Há sim um preço por toda devastação sem medidas que fizemos. desde pequeno que sempre ouvi que nossas florestas e nossos animais eram infinitos, foi assim que os colonizadores europeus viram este "paraiso" tropical, sem fim, eles não podiam claro ter a dimensão total. Conclusão temos muitos animais em vias de extinsão, rios sem vida, ar irrespirável por escamentos e combustiveis (aqui da pior qualidade, graças a Petrobrás das elites petistas). É preciso sim fazer algo sério, não politico como fez Lula e Dilma ao proporem, com Sarkozy algo que de antemão já sabiam não VÃO CUMPRIR, pois é eleitoreiro, para minimizar a Marina Silva.
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alexandre bakunin (113) 25/11/2009 22h10
alexandre bakunin (113) 25/11/2009 22h10
Antônio Gonçalves Caneiroq (644) 25/11/2009
Insondáveis mistérios Antônio!
Tenho mais duas teorias além da sua:
1 - Toda água provem do espaço exterior. Chega na nossa alta atmosfera na forma de cometas de gelo e formam as núvens Cirrus (aquelas bem altas e alongadas). Então a Terra ganha massa continuamente e isso acaba "desequilibrando" as placas tectônicas, gerando terremotos e outros cataclismas. Imagine um furacão na superfície de Marte, onde a gravidade é bem menor. Se aqui um tornado ou furacão pode elevar vacas e automóveis, um furacão em Marte poria a água em orbita, sendo atraida pela nossa gravitação.
2 - O canal do Panamá é muito pequeno para as atuais necessidades. Creio que estão planejando um outro mais ao sul, sendo necessário roubar mais um pedaço da Colômbia, com modificações muito dramáticas na geo-política sul americana. Se o plano não dá certo o jeito seria descongelar o oceano Ártico para promover a passagem de navios entre o Pacífico e o Atlantico sem terem que vir até o polo Sul. Para isso se promoveria o aquecimento localizado dentro de uma corrente maritma. Há uma extensa discussão sobre isso no Google Earth. Isso poderia justificar a mudança climática no sul do país.
Pronto, já dei meu pitaco.
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