Ambiente
09/07/2008 - 15h39

Geleira gigante na Argentina se rompe pela primeira vez no inverno

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da France Presse, em Buenos Aires

O arco de 60 metros de altura da geleira argentina Perito Moreno rompeu-se nesta quarta-feira (9), reeditando seu majestoso e periódico espetáculo que, no entanto, aconteceu pela primeira vez no inverno austral --fenômeno que pode ser diretamente relacionado ao aquecimento global, segundo cientistas e ecologistas.

O teto do túnel que ligava os braços Rico e Canal de los Témpanos que ontem tinha extensão de 50 metros, começou a desabar ante o olhar atônito dos visitantes, em meio a um estrondo.

Andres Forza/Reuters
Geleira Perito Moreno se rompeu pela primeira vez no inverno; técnicos apontam aquecimento global como culpado
Geleira Perito Moreno se rompeu pela primeira vez no inverno; técnicos apontam aquecimento global como culpado do fenômeno

O derretimento cíclico dessa "represa" de gelo, que comporta um braço do lago Argentino, nos Andes austrais, acontece geralmente no verão. Este ano, no entanto, começou mais cedo -- para surpresa dos meteorologistas e cientistas.

"Esta é a primeira vez que a geleira derrete no inverno. Isso pode estar relacionado ao aquecimento global, já que o aumento da temperatura afeta a resistência do gelo", disse Carlos Corvalán, diretor do Parque Nacional Los Glaciares, na província de Santa Cruz.

"O gelo não deve ter a mesma dureza de costume. Sempre derrete no verão, quando o gelo está mais fraco", considerou Corvalán.

A geleira Moreno fica a 2.800 km de Buenos Aires, com uma superfície de 275 km quadrados e uma frente que mede entre 4 km e 5 km. A massa de gelo deve seu nome a um dos pioneiros argentinos da exploração da região patagônica e faz parte do sistema de Gelos Continentais.

Segundo um estudo do Centro Austral de Pesquisa Científica (Cadic), sediado no Ushuaia, as geleiras da Patagônia estão diminuindo por causa das mudanças climáticas. "Os fatores do derretimento no inverno podem ser muitos, começando pelo fato de que o gelo da ponta tem cerca de 400 anos, o que pode significar que esteja frágil", explicou outra fonte dos Parques Nacionais.

Desde 1917, os cientistas registram os avanços e retrocessos da geleira, cujos ciclos de crescimento e derretimento se tornaram irregulares por causa do aquecimento global, segundo estudos oficiais.

O derretimento fora de hora da Perito Moreno é um indicador das mudanças climáticas, embora a comunidade científica se divida acerca dos motivos do aquecimento do planeta.

"Nos últimos 20 anos, as geleiras ao longo da Patagônia diminuíram em extensão entre 10% e 20%", informou o Instituto Argentino de Neves, Geleiras e Ciências Ambientais de Mendoza.

Comentários dos leitores
FABIO ZONZINI (152) 06/11/2009 11h01
FABIO ZONZINI (152) 06/11/2009 11h01
Brasil é terra de ladrão em jogo de tabuleiro sobre comércio mundial .
Ahh eu tinha que postar isso em algum lugar.. nada melhor do que fazê-lo aqui onde se fala do nosso grande líder que dizia lutar com todas as forças contra a corrupção, e que controla o país dos impostos Brasil.;
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tathiane raphanhin (1) 04/11/2009 16h39
tathiane raphanhin (1) 04/11/2009 16h39
bom, os africanos estao certos! deve haver um melhor entendimento sobre datas!!
o mundo so vai para a frente se TODOS OS SERES HUMANAMOS HABITANTES DESTE MUNDO se juntarem e fazerem o possivel e o impossivel para nos salvar!
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Olmir Antonio de Oliveira (37) 03/11/2009 11h32
Olmir Antonio de Oliveira (37) 03/11/2009 11h32
A respeito das emisões de CO2. Creio ser verdadeira a estimativa. Mas falta se fazer muita coisa para se conseguir tal percentual. É fundamental implementar politícas para se adequar os sistemas produtivos, evitando contaminações ao meio ambiente. Certamente isto tudo deve passar pelo caminho da modernização dos sistemas produtivos, exemplifico: a pecuaria poderia adotar instalações modernas, sistemas construtivos que permitam reciclar degetos e emisões. Na agricultura de energia renovavel, cana/etanol, promovendo o fim das queimadas, introdução de modernizações opercionais para todo o ciclo da cana/etanol, mas sem esquecer de valorizar e reciclar o trabalhador. Estimulo para a industria automobilistica em especial para os comerciais, com significativo preço menor para os mais eficiente quanto a redução de poluição e ou consumo de combustivel, algo parecido com redução de impostos, um decimo do valor do veiculo. Para industria incentivos para adoção de sistemas de filtros e ou tratamento das emisões. Incentivo a produção de energia a exemplo das fontes fotovoltaicas e ou eolicas, para ambas o nordeste poderia ter um grande potencial, as residencias poderiam produzir bom percentual do consumo e ou disponibilizar para rede para demais consumidores, o incentivo seria serem remuneradas para tal. Certo é que em paralelo a tais medidas seria possivel novas fontes de receitas ou renda, diversas atividades novas, novos postos de trabalho com qualificação e melhoria de remuneração. sem opinião
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