Desmatamento na Amazônia tem leve queda em maio
da Folha Online
A Amazônia sofreu um desmatamento de 1.096 km2 em maio deste ano, uma área equivalente à da cidade do Rio de Janeiro. O dado, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mostra uma pequena queda em relação a abril, quando foi registrado um desmate de 1.123 km2. Ou seja, em dois meses, a região perdeu o equivalente a duas cidades do Rio de Janeiro.
Em relação a maio do ano passado também houve queda no desmatamento, quando foi registrado 1.222 km2 de área desmatada.
Os dados de maio deveriam ter sido divulgados em junho. Mas a Casa Civil reteve a divulgação para evitar uso político das informações.
A oportunidade de observação do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), que faz essa medição, foi maior em maio. Durante o mês, 46% da Amazônia Legal esteve coberta por nuvens, contra um índice de 53% em abril e 54% em maio do ano passado.
Mato Grosso se manteve como o Estado que mais desmatou, com 646 km2, seguido pelo Pará, com 262 km2.
Novo método
Para "qualificar" os dados do Deter, o Inpe planeja divulgar, de maio a outubro deste ano, análises do desmatamento feitas por satélites de melhor resolução, como CBERS (do Brasil e da China) e Landsat (da Nasa). O período foi escolhido em razão de a baixa cobertura de nuvens na Amazônia tornar possível uma observação maior da região.
Em maio, o Inpe analisou 18 imagens do Landsat, localizadas nos estados do Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas. O instituto informa que avaliou uma área de 544 km2 com esse método --praticamente metade da área total desmatada (1.096 km2).
Do total avaliado, 88,3% foram confirmados como desmatamento. Desses, 59,5% foram classificadas como corte raso (processo de remoção total da cobertura florestal em um curto intervalo de tempo); outros 28,8% são degradação florestal (perda parcial e contínua da cobertura florestal) e 11,7% não se enquadraram nestas classes.
"O Inpe considera que a qualificação dos dados do Deter será muito importante para aumentar a confiança do governo e da sociedade nas indicações do sistema", afirma o instituto, em nota.
O Deter foi desenvolvido como um sistema de alerta para dar suporte ao controle do desmatamento. O sistema, que está em operação desde 2004, mapeia tanto áreas de corte raso quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.
É possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares, por conta da resolução dos sensores espaciais. De acordo com o Inpe, devido à existência de nuvens, nem todas as áreas desmatadas são identificadas.
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Especial


Parece exagero, mas a situação é grave. Falta de informação e oportunismo resultaram nesse projeto de lei absurdo.
E o pior é que todos nós vamos pagar!!!!
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Pobres futuras gerações.
Pobre Planeta .
É a lei do lucro acima de tudo , a lei de que tudo vale para se ganhar dinheiro.
Pena , assim o mal vence o bem.
Realmente uma pena.
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