Ambiente
16/07/2008 - 08h50

Carlos Minc revê estimativa sobre devastação da Amazônia

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MARTA SALOMON
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O anúncio dos dados de desmatamento de maio fez o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) rever a projeção de devastação da Amazônia durante o ano para 13 mil quilômetros quadrados. A área é 16% maior do que a desmatada no ano passado e equivale a mais de oito vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

A taxa englobará os dados de junho e julho e será divulgada no segundo semestre. "Estamos um pouco menos pessimistas", afirmou Minc ontem. O ministro acreditava que o desflorestamento em 2008 alcançaria 14 mil km2, após três anos consecutivos de declínio nas taxas.

A revisão levou em conta a ligeira queda do desmatamento entre abril e maio e a informação de que menos de 60% (59,5%) do índice se refere a corte raso de árvores. Minc não quis comentar os 11,7% de erro nas imagens de satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em maio.

Segundo o ministro, os números de maio não são motivo para comemoração. "Não ficaremos satisfeitos enquanto [o desmatamento] não cair radicalmente", afirmou.

Minc relatou pressões políticas contra as operações do governo de combate ao desmatamento. "Não há um dia em que não haja pressão, ainda mais agora, que é época de eleição", disse. Sem apontar quem mais pressiona, o ministro atribuiu as pressões genericamente a "áreas políticas": "pedem para pegar mais leve, pedem uma trégua", completou.

Comentários dos leitores
ernani sefton campos (136) 11/11/2009 09h41
ernani sefton campos (136) 11/11/2009 09h41
A discussão continua, como a "dos sexos dos anjos".
Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
sem opinião
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Rodrigo Vieira de Morais (175) 23/10/2009 15h33
Rodrigo Vieira de Morais (175) 23/10/2009 15h33
Gente, teremos que resolver os problemas ambientais, agora ou depois.
Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
sem opinião
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Os Estados Unidos criam centenas de ONGs no Brasil que são financiadas em partes por eles, para proteger o meio ambiente. Será?..... Será mesmo que se preocupam tanto com o meio ambiente, ou a concorrência do Brasil no agronegócio esta incomodando. 12 opiniões
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