Fóssil indica que Antártida era mais quente do que é hoje
da Efe, em Londres
Um fóssil descoberto na Antártida indica que a região era, há milhões de anos atrás, mais quente do que é agora. A descoberta pode causar novas implicações nos estudos da evolução da calota polar e da mudança climática.
A descoberta, realizada por um grupo de cientistas de universidades do Reino Unido e Estados Unidos, foi publicada na revista britânica "Proceedings of the Royal Society B", na terça-feira (22).
Segundo os cientistas, os fósseis pertenciam a um antigo lago de aproximadamente 14 milhões de anos, estão bem conservados em três dimensões, inclusive em suas partes mais delicadas.
O professor Mark Williams, do departamento de Geologia da Universidade de Leicester (Inglaterra), afirmou que a existência deste tipo de fósseis, até agora desconhecida, na Antártida, demonstra que essa área do planeta era mais quente que é atualmente.
Para Williams, a descoberta destes fósseis demonstra que houve um esfriamento "substancial e muito intenso" do clima antártico, o que é um dado "importante para traçar a evolução da calota polar, fator-chave para entender os efeitos do aquecimento global", disse ele.
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