Modelo popular movido a hidrogênio não sai antes de 2020, diz grupo
da Reuters
Veículos com células de combustível movidas a hidrogênio ainda estão longe de se tornarem viáveis comercialmente, mesmo que sejam superadas as barreiras técnicas e o governo dos EUA forneça subsídios maciços, segundo um relatório financiado pelo Estado americano.
No melhor cenário, fabricantes de carros só conseguirão vender cerca de 2 milhões de veículos elétricos alimentados por células de combustível até 2020, de acordo com estudo do Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA. Isso significa que menos de 1% dos veículos em estradas naquele país até essa data seria alimentado por células de combustível.
Em 2003, o presidente George W. Bush havia proposto gastar US$ 1,2 bilhão para desenvolver células de combustível e infra-estrutura. Na época, Bush disse que os primeiros automóveis conduzidos por crianças americanas nascidas nesse mesmo ano e que chegariam à idade de conduzir em 2020 poderiam ser alimentados por células de combustível.
O sucesso da tecnologia depende de criar infra-estrutura para geração, transporte e armazenamento do H2. E será necessário construir carros baratos para atrair consumidores. O estudo ressalta a platina como desafio, já que ela representa quase 60% do custo de uma célula de combustível.
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