Ambiente
03/09/2008 - 11h32

Ministro promete queda "progressiva" no desmate

Publicidade

AFRA BALAZINA
da Folha de S.Paulo

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) prometeu ontem que o Plano Nacional de Mudanças Climáticas trará metas de redução do desmatamento da Amazônia.

Segundo ele, o plano será apresentado no dia 23 deste mês. "Há uma previsão de redução progressiva do desmatamento e aumento progressivo de espécies nativas e da silvicultura econômica, com uma previsão em poucos anos de zerar essa conta e passarmos a ser credores em relação ao desmatamento, ou seja, plantarmos mais do que tiramos", disse.

A afirmação foi feita durante evento em São Paulo de comemoração aos 40 anos da revista "Veja". Minc participou de um painel sobre ambiente --ao lado do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi.

O plano vem sendo prometido desde setembro de 2007, quando o presidente Lula anunciou nas Nações Unidas que o país o adotaria. E o desmatamento é questão central, já que responde por 70% da contribuição do Brasil às emissões de gases-estufa.

Segundo Minc, agora o plano está em estágio "avançado". Apesar de não ter dito os números de redução que constarão no plano, o fato de garantir que serão fixadas metas é relevante.

Thelma Krug, ex-secretária nacional de Mudanças Climáticas, por exemplo, não concordava com a proposta. Já os ambientalistas argumentam que é difícil o Brasil obter recursos de outros países para combater a destruição da floresta se não houver objetivos delimitados.

Segundo Marcelo Furtado, do Greenpeace, setores do governo como o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Itamaraty não acham interessante a adoção de metas. "Estou muito curioso para saber se ele [Minc] vai conseguir avançar e colocar as metas no plano."

Furtado contou que a ONG apresentou ao ministro um plano de redução progressiva do desmatamento --a idéia é zerá-lo em sete anos. "O ministro endossou essa abordagem. Considero muito positivo se ele incorporar as idéias ao plano."

Comentários dos leitores
ernani sefton campos (136) 11/11/2009 09h41
ernani sefton campos (136) 11/11/2009 09h41
A discussão continua, como a "dos sexos dos anjos".
Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
sem opinião
avalie fechar
Rodrigo Vieira de Morais (175) 23/10/2009 15h33
Rodrigo Vieira de Morais (175) 23/10/2009 15h33
Gente, teremos que resolver os problemas ambientais, agora ou depois.
Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
sem opinião
avalie fechar
Os Estados Unidos criam centenas de ONGs no Brasil que são financiadas em partes por eles, para proteger o meio ambiente. Será?..... Será mesmo que se preocupam tanto com o meio ambiente, ou a concorrência do Brasil no agronegócio esta incomodando. 12 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (572)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca