Minc nega que crise internacional afete fundo para a Amazônia
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) disse nesta segunda-feira (13) que a crise internacional não vem afetando, por ora, a disposição dos países em fazer doações no Fundo Amazônia. Ele informou que as negociações estão adiantadas com Japão, Coréia do Sul e Suécia para novos aportes no fundo, que pretende captar US$ 1 bilhão em um ano.
'Não há nenhuma manifestação de receio por parte dos interessados', afirmou, depois de questionado sobre os efeitos da crise sobre o fundo, que financiará projetos ambientais ligados à floresta amazônica. O ministro participou da abertura do Fórum Internacional de Meio Ambiente Brasil-Japão, que termina amanhã, na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio.
Minc acrescentou que os interessados em fazer doações não acenaram com possíveis valores, e nem precisou quando o dinheiro efetivamente chegará ao Fundo. Ele disse acreditar que os possíveis doadores devem estar esperando a primeira reunião do Fundo Amazônia, no próximo dia 24, na qual serão estruturadas prioridades de ação.
Alemanha e Suíça também manifestaram intenção em cooperar com o Fundo, e também estão aguardando a reunião para fazer definições, ressaltou Minc. O ministro recordou que os doadores não terão influência nas decisões do fundo, mas que o andamento dos projetos serão disponibilizados para acompanhamento pela Internet.
Até o momento, o Fundo Amazônia conta com US$ 100 milhões doados pelo governo da Noruega. Para Minc, a Noruega está fazendo um seguro de vida. 'Eles estão fazendo um seguro planetário, e isso independe do humor do mercado.'
O diretor do departamento de Meio Ambiente do BNDES, Eduardo Bandeira de Mello, ressaltou que os valores previstos a serem doados ao Fundo Amazônia são ínfimos diante das perdas em meio à crise. Por isso, afirmou, o cenário turbulento não deverá ter grande influência sobre a arrecadação do fundo.

