Doenças pouco conhecidas ameaçam sobrevivência de espécies animais
da France Presse, em Barcelona
Numerosas espécies animais, já ameaçadas pelo desaparecimento de seu meio natural, vêm sendo obrigadas, também, a enfrentar enfermidades pouco conhecidas, às vezes vinculadas à mudança climática, com conseqüências potencialmente graves para os seres humanos.
"A maior ameaça da mudança climática provavelmente seja a propagação de enfermidades emergentes", declarou em Barcelona Steven Sanderson, presidente da Wildlife Conservation Society, WCS, com sede em Nova York.
'Toda a perturbação no ambiente tem efeitos imediatos sobre os animais selvagens, porque eles não podem se adaptar rapidamente', destacou o médico William Karesh, diretor de programas de saúde da WCS.
Um estudo da Sociedade apresentado no congresso da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) mostra uma lista de 12 agentes patógenos, como a peste e o cólera, que um aumento das temperaturas e das precipitações contribuiria para propagar rapidamente entre a fauna selvagem.
A lista de enfermidades da fauna selvagem é apenas "uma mostra", elaborada em função de seu impacto potencial sobre a saúde humana, destacou o doutor Karesh.
Assim, o chamado diabo da Tasmânia (Sarcophilus harrisii), um marsupial carnívoro, viu sua população cair em 60% nos últimos dez anos, devido a um misterioso tumor cancerígeno facial de que ninguém sabe a origem.
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