Conferência do clima acaba sem avanços na Polônia
da Folha Online
O único avanço da COP-14 (14ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas) foi chegar a um consenso no que diz respeito ao funcionamento do fundo de adaptação às mudanças climáticas, cujos recursos serão usados para apoiar projetos de países vulneráveis que sofrem as conseqüências do aquecimento global. A informação é da repórter Afra Balazina, em matéria publicada na Folha (a reportagem está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Os países terão acesso direto ao fundo, sem depender de agências internacionais como o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). No entanto, os recursos ainda são ridículos: US$ 80 milhões ao ano atualmente e no máximo US$ 300 milhões em 2012, para financiar projetos em todo o Terceiro Mundo.
Também houve poucos avanços na inclusão da redução do desmatamento no regime pós-Kyoto. De concreto, sabe-se que em junho deve haver um rascunho do acordo de Copenhague, onde os mais de 190 países da Convenção ONU se colocarão de acordo para adotar um novo regime climático para substituir Kyoto, em 2012.
Não houve avanço na área de transferência de tecnologia dos países ricos para os outros possam diminuir suas emissões, e também não houve anúncio de recursos para fundos que beneficiem os países menos desenvolvidos.
Redução de CO2
Nesta sexta-feira (12), A UE (União Européia) aprovou um conjunto de medidas para combater a mudança climática. Elas permitirão que a UE cumpra, até 2020, seu compromisso de reduzir as emissões de CO2 (dióxido de carbono) em 20%, levando em conta os níveis registrados em 1990.
O bloco também estipulou a meta de melhorar a eficiência energética em 20% e determinou que 20% da energia que consome seja originada de fontes renováveis. A UE ainda manteve seu compromisso de que 10% dos combustíveis utilizados no transporte sejam renováveis até 2020.
Os setores mais poluentes, cobertos pelo sistema europeu de comércio de emissões (ETS, em inglês), terão que reduzir suas emissões em 21% em relação aos níveis de 2005. Já os demais setores --como o transporte e o imobiliário-- devem fazê-lo em 10% em comparação com 2005.
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