Ambiente
04/03/2009 - 15h54

Recifes de corais são ameaçados pela acidez dos oceanos

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da France Presse, em Papeete

Os recifes de corais, que abrigam um terço das espécies marinhas e protegem as costas dos maremotos, estão ameaçados pelo aumento da acidez dos oceanos e pelas atividades humanas, alertaram os cientistas reunidos esta semana no XI Congresso de Ciências do Pacífico, no Taiti.

O aumento da acidez é uma consequência das crescentes emissões de CO2 na atmosfera, parte da qual se recicla nos oceanos. Assim, na água do mar, o ph --potencial de hidrogênio, uma medida para calcular a acidez-- passou de 8,2 antes da revolução industrial para 8,1 atualmente e pode cair a 7,9 ou 7,8 no fim do século.

Reuters
Turistas mergulham por conjunto de recifes de corais, que são ameaçados pela acidez dos oceanos e por atividades humanas
Turistas mergulham por conjunto de recifes de corais, que são ameaçados pela acidez dos oceanos e por atividades humanas

"O problema é particularmente preocupante para os corais, já que estes organismos com esqueleto calcário terão dificuldades de calcificação", declarou Bernard Salvat, especialista em recifes de corais presente no congresso organizado na capital da Polinésia Francesa.

O aumento de dois ou três graus centígrados da temperatura da água, que acontece em fenômenos climáticos como o "El Niño" que afetou o Oceano Pacífico, embranquece o coral por uma ruptura da associação com as algas unicelulares que vivem em simbiose.

"A incidência e a gravidade dos fenômenos de embranquecimento não pararam de aumentar nos últimos 20 anos", advertiu Marina Duarte, do Centro Nacional de Oceanos do Havaí.

No total, 40% dos recifes de corais, sobretudo no Oceano Índico e no Caribe, já estão deteriorados e 10% foram perdidos. Os 50% restantes estão em risco de extinção a curto ou longo prazo por culpa do aquecimento global.

Antes da Segunda Guerra Mundial, os corais eram destruídos por ciclones, mas não pelas atividades humanas.

 

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