México propõe fundo de US$ 10 bi para combate ao aquecimento
da Efe, em Jiutepec
O presidente do México, Felipe Calderón, propôs que todos os países do mundo, desenvolvidos ou não, doem um total de US$ 10 bilhões para o Fundo Verde Mundial, que financiaria programas de combate à mudança climática. A declaração foi feita na segunda-feira (23).
"Queremos transformá-lo num mecanismo financeiro que mobilize e concentre os diferentes esforços de investimento para atender à mudança climática", disse Calderón, durante a abertura da reunião preparatória para o 3º Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima.
| Daniel Aguilar -22.jun.09/Reuters |
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| Presidente do México, Felipe Calderón, fala durante reunião preparatória para conferência que acontecerá na Itália em julho |
O encontro, que termina hoje, acontece em Jiutepec, no centro do México.
Para o presidente, cujo país é idealizador deste instrumento multilateral, a administração do Fundo Verde deveria corresponder "um organismo internacional já criado".
"Eu penso que o Banco Mundial (BM) tem a capacidade de provê-lo, pode verdadeiramente criar um órgão administrador do Fundo Verde", informou.
O governante sugeriu que haja uma cota inicial e outras periódicas que permitiriam o funcionamento desses recursos.
De acordo com ele, existe a necessidade de um princípio de responsabilidades comuns e diferenciadas pelo qual os países industrializados possam ter acesso a estes fundos em um valor menor que o que colocarem, enquanto os menos desenvolvidos receberiam mais que a cota que destinarem ao Fundo, explicou.
Um dos requisitos que o mecanismo deveria ter seria, afirmou, o de dispor de um órgão técnico "para a aplicação rápida dos recursos" que não fosse um espaço de discussão política permanente.
"Não queremos nem mais burocracia nem mais política na hora de decidir como os recursos serão concedidos", afirmou o presidente mexicano.
Entre outras vantagens, este novo mecanismo seria acessível a todos e fortaleceria o multilateralismo, em detrimento do atual esquema do Protocolo de Kyoto, que permite os acordos entre pessoas físicas.
"Os atuais bônus de carbono não têm por que desaparecer, mas não são um mecanismo eficiente porque são de valor zero: tem que haver uma indústria que queira poluir para que haja outra que possa ter acesso ao Fundo Verde", acrescentou.
Para Calderón, um fundo assim obrigaria os países "a ter mecanismos de contabilidade rígidos", o que derivaria em um melhor controle das emissões dos gases que intensificam o efeito estufa, especialmente do dióxido de carbono (CO2).
A reunião realizada no México antecede o 3º Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima (MEF) que acontecerá durante a cúpula de líderes do Grupo dos Oito (G8, as sete nações mais ricas e a Rússia) em L'Aquila (Itália) entre 8 e 10 de julho.
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