Greenpeace protesta contra Hewlett-Packard em Pequim
da Efe, em Pequim
da Folha Online
A organização ambientalista Greenpeace realizou um protesto em Pequim contra a multinacional Hewlett Packard (HP) nesta quinta-feira (25). A companhia de informática foi acusada pela ONG de utilizar materiais tóxicos na fabricação de seus computadores portáteis.
Vestidos com uniformes protetores, luvas e máscaras, ativistas do Greenpeace foram à sede local da HP, na região comercial de Guomao, carregando computadores e cartazes nos quais se lia "HP: Produtos Prejudiciais".
| David Gray/Reuters |
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| Ativistas do Greenpeace protestam diante da sede chinesa da HP; empresa adiou a eliminação de substâncias prejudiciais ao ambiente |
"É uma vergonha que a HP, líder mundial de vendas, continue lançando produtos perigosos no mercado, apesar dos protestos feitos há alguns anos", disse Jamie Choi, diretora de campanha do Greenpeace.
"É irresponsável vender algo que prejudica o ambiente e a saúde do ser humano", observou.
Segundo o Greenpeace, em 2007, a HP prometeu deixar de utilizar cloreto de polivinila (PVC) e os retardantes brominados de chama (BFRs) em seus produtos antes do fim de 2009. No entanto, recentemente, a companhia anunciou que adiava esta decisão para 2011.
O PVC é um dos plásticos mais prejudiciais ao ambiente e pode formar dioxinas, uma substância cancerígena.
O Greenpeace apontou que outras multinacionais como Apple, Dell, Lenovo e Acer acabaram completamente com o uso de BFRs e quase totalmente com o do PVC. Em abril, a organização mapeou, por meio de um ranking, as fabricantes cujos produtos são prejudiciais à saúde e ao ambiente.
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