Ambiente
14/10/2009 - 13h36

Tarso Genro defende metas do governo sobre aquecimento global

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, de Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) saiu em defesa nesta quarta-feira das metas que estão em discussão no governo para serem apresentadas na Conferência do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas) marcada para dezembro, em Copenhage.

Entre as medidas estão a redução de 80% no desmatamento da Amazônia em 2020 e o congelamento na emissão de gás carbônico.

"Essas metas são razoáveis. Não podemos ter visão idealista no sentido do improvável. Não podemos dizer que até tal data chegaremos ao desmatamento zero. Seria irresponsabilidade uma promessa não cumprida. Acho que estamos em um bom caminho", disse.

Uma das metas mais polêmicas e causa divergências no governo que o país congele o patamar de emissão de CO2 programado para 2020 no mesmo nível de 2005, quando foram emitidas de 2,2 bilhões de toneladas do gás. Se seguir esse ritmo, daqui a 11 anos a emissão seria de 2,8 bilhões de toneladas.

A proposta, no entanto, dependeria de um financiamento calculado em US$ 10 bilhões por ano, que sairiam dos cofres de nações ricas.

Segundo o ministro Carlos Minc (Ambiente), a proposta que o Brasil apresentará na reunião deve estar fechada até o dia 20 deste mês.

Ontem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem as propostas de redução da emissão de gases elaboradas pelos ministérios do Meio Ambiente, de Ciência e Tecnologia e do Fórum Nacional de Mudanças Climáticas. Lula pediu que os textos sejam unificados numa única proposta, que deve reivindicar a criação de um fundo internacional para financiar a troca de energia por meios renováveis.

Minc disse que a proposta brasileira não abrirá mão de cobrar dos países ricos um esforço maior na redução das emissões de gases. Afirmou ainda que o Brasil defenderá um maior investimento dos países ricos nos países pobres e em desenvolvimento para controle de emissões.

"O Brasil vai cobrar mais dos países ricos. Não podemos aceitar que coloquem nos países em desenvolvimento o peso sobre a redução da emissão de gases", disse o ministro.

Segundo ele, a meta de 25% é insuficiente. Minc defende que a meta seja de 40% até 2020 tomando por base o ano de 1990.

Comentários dos leitores
Carlos Junior (5) 01/12/2009 15h36
Carlos Junior (5) 01/12/2009 15h36
Na vdd, esta lista é muito tedenciosa! A publicada anteriormente era mais "verdadeira". O álcool polui tanto quanto ou até mais do que a gasolina. Na lista anterior isto era claramente visto! O álcool emite menos CO2 apenas, enquanto q os outros gases mais nocivos são emitidos geralmente em quantidade similar ou superior à gasolina. Esta é a razão de um carro receber uma estrela simplesmente por ser FLEX, "esconder" os fatos. sem opinião
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Cleber Jacob (6) 01/12/2009 15h15
Cleber Jacob (6) 01/12/2009 15h15
Referente ao ranking de veículos poluidores, fica mais uma vez patente o despreparo e o amadorismo de quem elabora as legislações deste país. Ora, se uma das "estrelas" do critério de avaliação é concedida apenas a veículos flex ou a álcool, o mesmo veículo flex pode ser tão ou mais poluidor que seu modelo similar a gasolina pois os modelos flex podem utilizar álcool ou... gasolina!!! Cadê a "genialidade" por trás desse critério, ainda mais numa época em que está compensando abastedcer com gasolina devido ao preço elevado do álcool nas bombas? Esse ranking é uma total enganação, assim como outras "bravatas" vindas do Executivo e do Legislativo. sem opinião
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Pedro Bass (1) 01/12/2009 15h00
Pedro Bass (1) 01/12/2009 15h00
Os carros mais poluentes são aqueles que foram feitos para um combustível de qualidade, não conseguem queimar o lixo que abastecemos ! sem opinião
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