Ambiente
15/10/2009 - 08h24

Setor elétrico lança plano para cortar CO2 no Brasil

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REINALDO JOSÉ LOPES
da Folha de S.Paulo

As principais empresas responsáveis por produzir e distribuir energia elétrica no Brasil apresentaram ontem um conjunto de propostas para a política do país sobre mudanças climáticas. Os oitos pontos do documento misturam a intenção de usar o potencial brasileiro de energia limpa como vantagem nos acordos internacionais e a determinação de evitar que o corte de emissões afete o crescimento econômico.

O documento diz que as diretrizes devem permitir "uma nova forma de desenvolvimento com baixo carbono, resguardando o desenvolvimento". Nos últimos 15 anos, a geração de energia no Brasil ficou 30% mais suja, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.

23.mai.09/Reuters
Principais empresas responsáveis por energia elétrica no Brasil apresentaram ontem propostas para políticas quanto ao aquecimento
Principais empresas responsáveis por energia elétrica no Brasil apresentaram ontem propostas para políticas quanto ao clima

A elaboração do texto coube ao Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico, que reúne 14 entidades da área, como a ABCE (Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica). A ideia é que as propostas sejam consideradas pela delegação brasileira na cúpula da ONU sobre o clima em Copenhague, em dezembro.

"O que nós queremos é a manutenção da matriz energética limpa do país, até porque o Brasil já é uma economia de baixo carbono", diz Silvia Calou, diretora-executiva da ABCE.

Daí uma das propostas mais ambiciosas dos signatários do documento: avaliar a contribuição de diferentes fontes energéticas para produtos brasileiros e criar um selo que indique a proporção de fontes renováveis na cadeia de produção.

O grupo também afirma já ter colocado em andamento um estudo para determinar em que proporção as usinas hidrelétricas, apesar da fama de limpas, também emitem metano, um gás causador do efeito estufa 21 vezes mais poderoso que o gás carbônico. "Hoje há uma limpeza das árvores na área a ser alagada para a usina, o que impede que a madeira se decomponha e produza metano", especula José Simões Neto, presidente da ABCE.

O grupo também defende que, por causa da imprevisibilidade do clima que o aquecimento global já está trazendo, o Brasil deveria repensar a política de construir apenas usinas hidrelétricas de fio d'água (que não exigem a inundação de grandes áreas para a construção de reservatórios).

"Estamos fazendo isso na contramão da tendência internacional. Mas, numa grande seca, usinas sem reservatórios fragilizam a matriz energética", afirma Calou. Pelo mesmo motivo, diz, é importante obter parte da energia de termelétricas, consideradas "sujas".

"Acreditamos também que é preciso focar as reduções de emissões do Brasil na queda do desmatamento, mas é preciso tomar muito cuidado com a ideia de desmatamento zero, porque isso pode amarrar justamente a construção de novas hidrelétricas", diz Calou.

Comentários dos leitores
Francisco Oliveira (467) 21/12/2009 16h30
Francisco Oliveira (467) 21/12/2009 16h30
Jose Mauricio Pádua, concordo que os EUA não assumiram Kioto foram negligentes com Copenhague, e durante 200 anos desmataram, gastaram e queimaram muito carvão, assim como a Inglaterra, Alemanha, e todos os paises ricos, e em decorrencia disso hoje temos um monte de vacinas, remédios, tecnolgia que nos pode dar um futuro,Mesmo que na politica não acertemos muito, enfim tudo o que usufruimos inclusive este espaço veio por estes "EXCESSOS" dos países que queimaram muito combustivel fóssil. E A China está aí hoje fazendo o mesmo, e nós por aqui não fomos muito bonzinhos não, a ganância dos nossos grileiros em ter soja e gado faz com que a amazônia seja nossa maior fonte de emissão de CO2, muito maior que todos os automóveis das maiores cidades brasileiras.
Tudo tem um preço, satanizar os outros é fácil, olhar nossos defeitos é muito difícil.
sem opinião
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José Mauricio Padua (1) 21/12/2009 15h39
José Mauricio Padua (1) 21/12/2009 15h39
O leitor Marcio B, diz que o EUA estão anos-luz na frente dos outros países na questão de investimentos em Tecnologia Limpa, mas esqueceu de dizer, que eles estão usando 30% dos recursos do planeta e tem só 5% da população mundial. Que faz 200 anos que eles estão queimando intensamente combustíveis fósseis (carvão e petróleo) e não querem participar da "Conta do Clima", não ratificaram Quioto e 'melaram' Coppenhagen. Não há investimento bilionário que restitua o que já foi usado de recursos naturais pelo American Way Life. A terra é uma só, o que se pretende é impedir a catástrofe, enquanto este senhor fala de competitividade. Atente-se não há competitividade se não houver vida. sem opinião
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Valentin Makovski (411) 21/12/2009 15h38
Valentin Makovski (411) 21/12/2009 15h38
""Colômbia diz que Venezuela "confundiu trenó de Papai Noel com avião""
Hugo chaves esta com sindrôme de terrorismo interno, a mesma doença que afeta 1 em cada 2 Norte Americanos, dormem, acordam e vão passear pensando que sempre tem alguem querendo matá-los. Se for assim, até uma estrela cadente vão achar que é um MÍSSEL dos EUA.
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