Ações contra mudança climática vão custar US$ 400 milhões por ano ao Peru
da Efe
As medidas para suavizar a mudança climática no Peru custarão entre US$ 390 milhões e US$ 450 milhões por ano de hoje até 2030, disse esta semana em Lima o coordenador da ONG Oxfam no país andino, Frank Boeren.
Boeren admitiu na quinta-feira (15) que há várias estimativas sobre o custo da mudança climática, entre estas as do Ministério do Ambiente, que calcula o investimento para se adaptar e enfrentar os efeitos do clima.
Para o representante da Oxfam, muitos cálculos sobre os custos no Peru não incluem as populações de baixa renda, que fornecem pouco à economia, mas o que elevaria as despesas.
Oxfam Internacional considera que os países responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa, causadores da atual mudança climática, devem transferir US$ 150 bilhões anuais aos países em desenvolvimento para que se adaptem e suavizem os efeitos.
Boeren participaria então da apresentação da audiência nacional de mudança climática no Peru, em Lima neste sábado (17), onde os representantes de sete regiões do país atingidas pela mudança climática exigiram uma indenização aos países poluentes.
Ante-sala
Esta audiência, que teve precedentes na Inglaterra, Uganda, Quênia e Malawi, é uma ante-sala à Cúpula das Nações Unidas sobre Mudança Climática, em dezembro em Copenhague, para adotar novos acordos com relação à emissão de gases estufa.
Rocío Valdeavellano, porta-voz do movimento cidadão frente à mudança climática propôs que uma eventual indenização dos países industrializados às nações não-desenvolvidas deveria realizar-se sob a supervisão da ONU.
A porta-voz do movimento, que enviará um representante civil à cúpula de Copenhague, exigiu do Governo peruano uma política coerente frente à mudança climática.
O Peru emite 0,4% de gases do efeito estufa, enquanto os países industrializados (Estados Unidos, Europa, Japão e China) são responsáveis por 49,3 % das emissões poluentes, segundo o movimento coordenado Valdeavellano.
Durante a apresentação, representantes de três regiões peruanas assinalaram que a mudança climática causou o degelo dos picos nevados, a aparição de novas pragas e o desaparecimento de recursos naturais.
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