Ambiente
22/10/2009 - 08h57

União Europeia quer cortar as emissões de aviões e navios

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da Folha de S.Paulo

Os ministros europeus do Ambiente anunciaram ontem que querem cortar entre 10% e 20% das emissões de CO2 dos aviões e navios na próxima década. A medida visa à contenção do aquecimento global.

A proposta será apresentada aos outros países na conferência do clima de Copenhague, que acontecerá em dezembro.

João Wainer/Folha Imagem
Avião sobrevoa céu de São Paulo; UE disse que quer cortar emissões de aviões e navios
Avião sobrevoa céu de São Paulo; UE disse que quer cortar emissões de aviões e navios

As emissões de aviões e barcos não entraram no Protocolo de Kyoto, o acordo internacional de proteção do clima cujo primeiro período de compromisso expira em 2012.

Aviões e barcos geram, juntos, pelo menos 5% das emissões globais de CO2, mas esse valor está subindo rápido. Segundo Pete Lockley, da ONG WWF, se nada for feito, os dois setores responderão por até dois terços das emissões de gases-estufa em 2050. Por isso, a UE propõe que eles estejam incluídos no novo acordo.

Os setores sabem que terão de cortar emissões, mas tentam adiar os compromissos. Uma das propostas do setor naval é ter "crescimento neutro em carbono" a partir de 2020. Segundo Lockley, isso significa "não fazer nada até 2020".

A decisão sobre aviões e navios foi uma tentativa de sanar a discórdia que surgiu no bloco anteontem, depois que ministros de Finanças não conseguiram acordo sobre como dividir o ônus do financiamento ao combate às mudanças climáticas nos países pobres.

Os países que receberiam a ajuda dizem que não podem cortar suas emissões sem ajuda das nações industrializadas, que ficaram ricas enquanto poluíam a atmosfera.

Por outro lado, na terça-feira, nove dos países mais pobres da Europa, liderados pela Polônia, pediram que a sua situação econômica fosse levada em conta antes que a UE concorde em oferecer quase R$ 40 bilhões em ajuda aos países em desenvolvimento.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (62) 28/11/2009 14h08
Olmir Antonio de Oliveira (62) 28/11/2009 14h08
A Respeito de desmatamento, e de reflorestamento no Pará. È bom sinal estarem fazendo metas e reflorestado, mas poderiam certamente fazer muito mais e melhor usando espécies nativas, também de ciclo curto e pontecialmente grandes geradoras de receitas, empregos e de sistema de industrialização para diversos produtos. Do etanol, biodiesel, bioquerozene, e óleos para outros fins. A Floresta nativa possui variedade de tipos de palmeiras, podendo se extrair de seus frutos diversos itens, inclusive alimenticios, e outras árvores que produzem óleo, inclusive já aproveitados minimamente na industrialização atual, poderiam produzir novos produtos. Se implantada um florestamento mesclado, consorciado, poderiam usar muitas espécies, e ou até incluir, cacau, cupuaçú.....castanheiras....... Quanto a margens de rios, lagos deveria se dar regras claras para se implantar o ampliar as "matas ciliares", algo parecido com meia duzia de vezes maiores aos adotados em estados do sul, que posuem por via de regra uma faixa que atende minimamente a sobrevivencia da biodiversidade e penaliza itens da maior importancia. Demoraram muito para iniciar a recomposição vegetal, mas pelo visto só estão fazendo para atender o interesse de alguns produtores de itens de exportação. Bom sinal em termos de manter o solo com cobertura vegetal, reteção de carbono e de águas. No visto e por organizado do governo local esta faltando aprofundar nos estudos e na quantidade de plantios.... sem opinião
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alexandre bakunin (127) 28/11/2009 08h54
alexandre bakunin (127) 28/11/2009 08h54
marcio B. (47) 27/11/2009 01h43
Gafanhoto, há um erro neste seu raciocínio, pois a Terra não é um sistema fechado. As causas das mudanças climáticas são siderais, exógenas; pouca ou nenhuma interferência tem o cerumanu.
Imagine você tomando água de coco e sol em Ipanema (Ipanema não, ficou demodê depois dos apagões). Aí eu pego um espelho, um espelhão e
começo a refletir o sol em você. Quase que dobro a insolação sobre sua pele. Você começa a sentir calor e atribui ao fato do protetor solar ter perdido efeito. Então passa um fator 60. Aí você arruma um
"chapa" que fique te abanando. Pensa, Marcio, você está procurando interferir nos efeitos do problema e não nas causas. Imagine que o Sol está agora queimando um combustível mais porreta, eucalipto vermelho, por exemplo.
Outra falácia é este cálculo estequiométrico das toneladas de carbono. Isso é conversa mole que os banqueiros inventaram para vender os "créditos de carbono". Coisa de sociólogo do PSDB com copo de uísque 12 anos na mão ouvindo Dick Farney no Nick bar.
O fato é que a água está subindo e não haverá diques que preservem os ingleses e holandeses. Recife também está na lista.
Bom fim de semana a todos.
sem opinião
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Cristina A. (1) 27/11/2009 15h11
Cristina A. (1) 27/11/2009 15h11
Além de pintar o telhado de branco, as pessoas podem plantar árvores. No 156, a pessoa pode fazer até 3 pedidos de plantio em área pública apenas e depois de plantadas pode-se fazer outros. O serviço não é divulgado pela prefeitura, mas tem. Guardar a água usada da máquina de lavar em tambores ajuda. Sistemas de aquecimento de água, captadores de água de chuva, reciclar os materiais usados em casa. As lâmpadas fluorescentes têm mercúrio e não devem ser colocadas nas calçadas, pois eles são tóxica e causam câncer. Se for colocada junto com o lixo comum esse mercúrio vai poluir a natureza, os mananciais e toda a cadeia alimentar. Os lixeiros são os primeiros a sofrer, pois a prefeitura as recolhe junto com o lixo comum, além de não ter uma política de conscientização do povo e do recolhimento correto das mesmas. Existem lojas que as recebem, são: D & D, C & C, Leroy Merlin e Dominici. Precisamos destinar o que usamos para os locais corretos. Ao reciclar, se evita que os aterros acabem logo, conserva-se recursos naturais que seriam usados para fazer um produto novo, economiza energia e água, já que a água é usada para a fabricação de novos produtos também. As pessoas precisam cobrar o prefeito para que ele regularize na cidade o descarte de lâmpadas fluorescentes. A responsabilidade pode ser dividida com a prefeitura e as pessoas que ganham dinheiro com o comércio das mesmas - importadores e lojas. Cada um é responsável pelo que usa e como o destina. sem opinião
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