Ambiente
27/10/2009 - 08h50

Câmara vota verba contra aquecimento global

Publicidade

MARIA CLARA CABRAL
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Sob críticas, os projetos de lei que tratam do Fundo Nacional e da política sobre mudanças climáticas devem ser aprovados esta semana pela Câmara dos Deputados.

A primeira proposta, de autoria do Executivo, estabelece, em linhas gerais, diretrizes para o assunto. Lista como um dos objetivos, por exemplo, a implementação de medidas para promover a adaptação à mudança do clima, além de, sem citar valores, reduzir a emissão de gases como o dióxido de carbono, que esquentam o planeta.

6.ago.07/Reuters
Sob críticas, projetos de lei que tratam do Fundo Nacional e da política sobre mudanças climáticas devem ser aprovados esta semana
Sob críticas, projetos de lei que tratam do Fundo Nacional e da política sobre aquecimento devem ser aprovados esta semana

Como princípios estão a precaução, a prevenção e proteção do sistema climático. Nas diretrizes, o governo quer adotar medidas fiscais e tributárias destinadas a estimular a redução das emissões e remoção de gases de efeito estufa. O texto remete a uma nova lei específica, mas uma das ideias do relator, deputado Mendes Thame (PSDB-SP), é dar isenção para produtos que não gerem carbono, por exemplo.

O relator também deve incluir em seu texto um inventário, com dados concretos da emissão de gases poluentes, o que não há hoje no país.

Crítica

Para João Talocchi, coordenador da campanha de clima do Greenpeace, se o projeto for aprovado como está, ele não terá muitos efeitos práticos. "O texto é amplo e tenta abranger muitas áreas, faltando o mais importante, que são os detalhes, como as metas de redução nacional de gases", disse ele.

A ONG, que faz protesto sobre mudanças climáticas hoje em Brasília, trabalha para tentar aprovar emendas ao textos que estabeleçam tais metas. Algumas delas são: zerar o desmatamento na Amazônia até 2015 e a proteção de 30% da área marinha nacional.

O deputado Sarney Filho (PV-SP) concorda que o texto é genérico, mas diz que essa foi a forma negociada com o governo para conseguir aprovar a proposta antes da reunião mundial sobre o assunto que acontece em Copenhague em dezembro.

Petróleo

No outro projeto de lei, também do Executivo, a polêmica é com relação ao percentual do Fundo Nacional sobre Mudanças do Clima. Pela proposta original, até 60% dos recursos da participação especial provenientes da produção de petróleo, destinados ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), deverão ser redistribuídos para iniciativas que reduzam os impactos do aquecimento.

"Não acho que o valor seja o suficiente, mas a concepção do fundo em si já é importante", avalia Sarney Filho. Thame, que apresenta seus relatórios hoje, não descartou mudanças no percentual destinado ao fundo.

Atualmente, empresas que causam impacto ambiental já são obrigadas a pagar um valor ao ministério, mas esse dinheiro não é carimbado para políticas de redução do aquecimento global.

Comentários dos leitores
marcio B. (47) 27/11/2009 01h43
marcio B. (47) 27/11/2009 01h43
Caros amigos 99% das pessoas que acham que o CO2 é o mais importante gás de efeito estufa, não tem a menor idéia do que é efeitos estufa e muito menos o que é o gás CO2, o maior causador de efeito estufa é o vapor d'água na atmosfera que pode estar entre 2 a 4% na atmosfera, e é muito fácil simular o efeito estufa em uma escala reduzida, com vapor dágua. Sabe-se que o todo o CO2 representa menos de 0,035% da atmosfera, e os ciclos naturais da terra emitem cerca de 90 bilhões de toneladas por ano e a fixaçao de carbono é da ordem de 92 bilhões de toneladas por ano, esses 2 bilhões de toneladas a mais retirados da atmosfera são em parte compensados pela atividade vulcânica, mas a atividade vulcanica lança na atmosfera poeira e sedimentos que acabam por diminuir a incidencia solar e causam resfriamento da terra. Ora, se juntarmos as peças podemos deduzir que a terra sem a atividade humana estaria esfriando mais rápido e na minha opinião os 6 milhoes de toneladas de co2 por ano compensariam o resfriamento global mas acredito que essa quantidade é irrisória. E cá entre nós, frio é muito pior do que calor, mais de 1,5 milhoes de pessoas morrem na europa de frio e cerca de 200 mil morreram de calor. No frio não há grandes colheitas, as pessoas ficam deprimidas no frio, comem e fumam mais. Se de fato a a temperatura aumentar 1 ou 2 graus... não vai ser catastrofe, e sim uma oportunidade de haver mais prosperidade. sem opinião
avalie fechar
Cassio Tavares (664) 26/11/2009 20h23
Cassio Tavares (664) 26/11/2009 20h23
Acabei de ler na Revista Veja na casa de um meu amigo, uma reportagem em que lá pelas tantas diz assim : O BRASIL PASSA AGORA PELO SEU MELHOR MOMENTO NOS ÚLTIMOS 30 ANOS. Que isso ? Já vai se entregar assim de vez ? Um aviso. Assim sendo, dentro de algum tempo voce poderá topar na banca com uma nova revista, que se chamará IN.VEJA. 1 opinião
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (58) 26/11/2009 18h56
Olmir Antonio de Oliveira (58) 26/11/2009 18h56
A respeito de material cancerigênos, refrigerantes, boa inciativa, creio que seja de intenção para o bem publíco. Mas em relação ao bolso do consumidor, não esta protegido, multinacional em relatórios dizem ter aumentado significativamente suas margens, seus lucros, referencias inclusive em relação ao Brasil, produtos mais caros para o consumidos, mas não dizem nada, não fazem nada para melhoria da qualidade em beneficio do consumidor, só percentuis de aumento de ganhos. Outras ações que poderiam atuar seria na preservação da fontes de recursos naturais, onde obtem água, em relação ao meio ambiente, a vegetação, preservação, reflorestamento..... sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (112)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca