Objeções da África suspendem negociação climática em Barcelona
da France Presse, em Barcelona
A negociação de Barcelona (Espanha) sobre mudança climática se viu suspensa nesta terça-feira (3), quando os países da África, apoiados pela Bolívia e a Venezuela, ameaçaram se retirar caso os países ricos não anunciem importantes reduções de suas emissões de gases poluentes.
Cerca de 4.000 delegados de mais de 180 países iniciaram na segunda-feira (2), em Barcelona, a fase final de negociação prévia à cúpula sobre o clima de dezembro em Copenhague, com a missão de encontrar opções claras para conseguir um novo acordo de luta contra o aquecimento.
Os 53 países da União Africana, aos quais se somaram a Bolívia e a Venezuela, esperam que os países ricos se comprometam com uma redução de 40% de suas emissões de gases de efeito estufa até 2020 em relação aos níveis de 1990.
As negociações de Barcelona acontecem com dois grupos paralelos: um para os países que ratificaram o protocolo de Kyoto (EUA é o único país industrializado que não assinou) e o outro para os 192 países firmantes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (CMNUCC), que inclui os Estados Unidos.
Este segundo grupo prosseguia com seus trabalhos em Barcelona durante a suspensão das negociações do primeiro.
Fase final
Barcelona é a última reunião da comunidade internacional sob patrocínio das Nações Unidas antes da conferência de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro, cuja missão é concluir um novo acordo mundial de luta contra a mudança climática.
"O relógio já chegou quase a zero e, como sempre, o tempo voa", advertiu o chefe das ONU para a mudança climática, Yvo de Boer. "Estes últimos cinco dias são críticos no caminho para o êxito em Copenhague. Têm que ser utilizados com sabedoria", acrescentou.
Leia mais
- Negociações para acordo do clima entram na reta final
- Metas do Brasil para Conferência do Clima emperram por falta de consenso
- Começa reunião que define proposta do Brasil para Conferência do Clima
Outras notícias em Ambiente
- ONU elogia ação da China sobre clima
- Brasil pode cortar 35% de CO2, diz estudo
- Lula anuncia crédito de R$ 225 milhões para cooperativas de reciclagem
Especial
Livraria


