Ambiente
05/11/2009 - 08h38

Para UE, acordo sobre clima só sai no último dia de encontro

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ROBERTO DIAS
da Folha de S.Paulo, em Barcelona

Se houver algum acordo global para o clima, é bem possível que ele só seja fechado na última noite da Conferência de Copenhague (18 de dezembro), afirmou ontem o negociador-chefe da Comissão Europeia, o alemão Artur Runge-Metzger.

A previsão mostra a dificuldade em conseguir avanço significativo nas negociações em Barcelona, na última reunião preparatória para Copenhague, em um mês. Nem o boicote de um dia dos países africanos às sessões mudou o enredo de um jogo em que, após vários encontros em 2009, pouca gente mostra suas cartas.

Albert Gea/Reuters
Para Yvo de Boer (à esquerda), chefe da ONU para o clima, nada mudará se os países ricos não melhorarem suas propostas
Para Yvo de Boer (à esquerda), chefe da ONU para o clima, nada mudará se os países ricos não melhorarem suas propostas

"Alguns países falaram sobre metas de redução [de emissões], muito poucos falaram sobre contribuição financeira. É difícil dizer para onde vamos", afirmou Runge-Metzger.

O tom pouco otimista encontrou eco. Para Yvo de Boer, chefe da ONU para o clima, nada mudará se os países ricos não melhorarem suas propostas.

O primeiro-ministro sueco e atual presidente da União Europeia (UE), Fredrik Reinfeldt, disse que "simplesmente não é possível" obter um acordo que possa obrigar os países signatários a cumpri-lo. É uma menção à improbabilidade de o presidente Barack Obama conseguir que o Congresso americano aprove um tratado que carregue obrigações desse tipo.

No meio dos lamentos de ontem em Barcelona, havia críticas ao Brasil, que na véspera frustrara ambientalistas ao não apresentar uma meta pública de redução das suas emissões. O país prometeu anunciá-la na semana que vem. Há discussão no governo sobre como os números serão apresentados.

"Os maiores países em desenvolvimento estão crescendo, e as suas emissões também", afirmou o sueco Anders Tureson, negociador da UE. "No futuro, eles dominarão as emissões. A decisão deles vai decidir o destino do mundo".

O objetivo brasileiro em Copenhague é conseguir que os países desenvolvidos cortem, até 2020, suas emissões para um nível entre 25% e 40% abaixo do de 1990. Já os países em desenvolvimento devem trabalhar com um "um desvio significativo do crescimento normal de suas emissões", diz o negociador-chefe do Brasil em Barcelona, Luiz Alberto Figueiredo Machado, do Itamaraty.

Comentários dos leitores
marcio B. (47) 27/11/2009 01h43
marcio B. (47) 27/11/2009 01h43
Caros amigos 99% das pessoas que acham que o CO2 é o mais importante gás de efeito estufa, não tem a menor idéia do que é efeitos estufa e muito menos o que é o gás CO2, o maior causador de efeito estufa é o vapor d'água na atmosfera que pode estar entre 2 a 4% na atmosfera, e é muito fácil simular o efeito estufa em uma escala reduzida, com vapor dágua. Sabe-se que o todo o CO2 representa menos de 0,035% da atmosfera, e os ciclos naturais da terra emitem cerca de 90 bilhões de toneladas por ano e a fixaçao de carbono é da ordem de 92 bilhões de toneladas por ano, esses 2 bilhões de toneladas a mais retirados da atmosfera são em parte compensados pela atividade vulcânica, mas a atividade vulcanica lança na atmosfera poeira e sedimentos que acabam por diminuir a incidencia solar e causam resfriamento da terra. Ora, se juntarmos as peças podemos deduzir que a terra sem a atividade humana estaria esfriando mais rápido e na minha opinião os 6 milhoes de toneladas de co2 por ano compensariam o resfriamento global mas acredito que essa quantidade é irrisória. E cá entre nós, frio é muito pior do que calor, mais de 1,5 milhoes de pessoas morrem na europa de frio e cerca de 200 mil morreram de calor. No frio não há grandes colheitas, as pessoas ficam deprimidas no frio, comem e fumam mais. Se de fato a a temperatura aumentar 1 ou 2 graus... não vai ser catastrofe, e sim uma oportunidade de haver mais prosperidade. sem opinião
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Cassio Tavares (664) 26/11/2009 20h23
Cassio Tavares (664) 26/11/2009 20h23
Acabei de ler na Revista Veja na casa de um meu amigo, uma reportagem em que lá pelas tantas diz assim : O BRASIL PASSA AGORA PELO SEU MELHOR MOMENTO NOS ÚLTIMOS 30 ANOS. Que isso ? Já vai se entregar assim de vez ? Um aviso. Assim sendo, dentro de algum tempo voce poderá topar na banca com uma nova revista, que se chamará IN.VEJA. 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (58) 26/11/2009 18h56
Olmir Antonio de Oliveira (58) 26/11/2009 18h56
A respeito de material cancerigênos, refrigerantes, boa inciativa, creio que seja de intenção para o bem publíco. Mas em relação ao bolso do consumidor, não esta protegido, multinacional em relatórios dizem ter aumentado significativamente suas margens, seus lucros, referencias inclusive em relação ao Brasil, produtos mais caros para o consumidos, mas não dizem nada, não fazem nada para melhoria da qualidade em beneficio do consumidor, só percentuis de aumento de ganhos. Outras ações que poderiam atuar seria na preservação da fontes de recursos naturais, onde obtem água, em relação ao meio ambiente, a vegetação, preservação, reflorestamento..... sem opinião
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