Ambiente
06/11/2009 - 18h02

ONU diz crer em acordo, mas não ratificação de tratado em Copenhague

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da Efe, em Barcelona

O responsável da ONU sobre mudança climática, o austríaco Yvo de Boer, disse nesta sexta-feira (6) que os países podem chegar a um grande acordo na conferência de Copenhague, mas reconheceu que não deve haver a ratificação de um tratado internacional, o que exigiria mais tempo.

De Boer afirmou hoje em entrevista coletiva que Copenhague será um "ponto de inflexão" e adiantou que pelo menos 40 chefes de estado estarão presentes à reunião.

Toni Albir/Efe
Yvo de Boer, secretário geral da Convenção da Organização das Nações Unidas para a Mudança Climática, durante coletiva hoje
Yvo de Boer, secretário geral da Convenção da Organização das Nações Unidas para a Mudança Climática, durante coletiva hoje

Assim, o representante da ONU tenta romper o desânimo existente depois da reunião preparatória para Copenhague ocorrida esta semana em Barcelona.

Durante a semana, ficou claro que, se os EUA não estabelecerem uma meta clara para limitar suas emissões de poluentes, não haverá um acordo de cumprimento obrigatório.

A oferta norte-americana depender da lei ambiental em tramitação no Senado do país para possível aprovação em 2010.

Apesar disso, De Boer disse acreditar que os EUA se comprometerão com uma meta em Copenhague e ajudará no financiamento ao combate à mudança climática nos países em desenvolvimento.

Ajuda

O austríaco disse que será necessário aprovar um plano de ajuda de US$ 10 bilhões anuais para que os países em desenvolvimento possam controlar suas emissões e melhorar suas estratégias de adaptação.

Segundo De Boer, a reunião da capital dinamarquesa deve servir para estabelecer um meio de "dividir despesas".

"O número que o presidente [dos EUA, Barack] Obama der será importante, será um sinal vital no processo internacional", disse o representante da ONU, que disse confiar em que os americanos revelarão seus objetivos "no médio e longo prazo".

Mesmo que não haja a assinatura de um tratado em Copenhague, De Boer insistiu em que haverá um marco, seguramente político --sem determinar o grau de vinculação--, que incluirá os compromissos de redução de emissões dos governos ricos até 2020.

Além disso, o representante da ONU assegurou que a cúpula dinamarquesa servirá para marcar as limitações dos Estados em desenvolvimento e emergentes, assim como o apoio financeiro que estes últimos receberão e o sistema de controle das ajudas.

Em qualquer caso, lembrou aos governos que existe o compromisso adotado em Bali (Indonésia) de fixar as reduções para o período 2012-2020.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2782) 30/11/2009 19h20
Antonio Fouto Dias (2782) 30/11/2009 19h20
Um simples, mas objetivo questionamento:
Por qual motivo a folha não abre espaços para comentários em muitas matérias, como a de reflorestamento e alguns fatos relacionados com o governo como um todo, por exemplo?
sem opinião
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marcio B. (48) 30/11/2009 17h22
marcio B. (48) 30/11/2009 17h22
alexandre bakunin,
Em seu raciocínio cartesiano, quem sabe você possa incluir a panspermia como causa do crescimento populacional, mas enfim, concordo que a terra não é um ambiente energeticamente fechado, por isso , desde o surgimento dos primeiros seres vivos mais simples até hoje, os seres vivos tem modulado o clima e toda a superfície da terra, com o único propósito de perpetuação de nossas espécies. O fato de se ter um ambiente relativamente fechado em relação à massa, mas aberto em relação à energia, faz necessário a modulação do clima, a água é fundamental neste aspecto, não é por acaso que a terra e os organismos homeotermos são constituídos de 70% de água. É facil compreender como é a modulação de um ambiente como um terrário, daqueles que fazíamos no colégio, ele é um sistema 100% fechado em massa mas é aberto energeticamente e desde que haja água e plantas dentro do terrário, haverá um ambiente regulado que suporta a vida. 2 a 3 graus em média não é nada catastrófico se você conhecer um pouco de termodinâmica, vai saber que antes de se aumentar a temperatura, aumenta a evaporação aumentando a evaporação diminui a temperatura do ambiente como um todo e este fica em equilíbrio, a não ser que haja mais energia no sistema , enfim... são milhões de variáveis que dever ser levadas em consideração, até as variáveis extraterrestres antes de se afirmar que o aumento de 0,001% de CO2 na atmosfera, ou mesmo de 1 ou 2 graus na temperatura média irá causar o fim do mundo.
sem opinião
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alexandre bakunin (142) 30/11/2009 08h38
alexandre bakunin (142) 30/11/2009 08h38
alexandre bakunin (134) 27/11/2009 14h55

Cassio Tavares (659) 26/11/2009 18h50
Cadê você, Cassio Tavares !!
Fugiu da raia ?
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