Ambiente
12/11/2009 - 10h57

EUA cortariam 7% do CO2 com casas eficientes, diz pesquisa

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RICARDO MIOTO
da Folha de S. Paulo

Para salvar o mundo, não se fie em tecnologias revolucionárias. Primeiro porque elas não surgem de uma hora para outra --e o planeta tem pressa. Segundo porque são caras.

Os Estados Unidos poderiam reduzir as suas emissões de CO2 em 7% apenas aumentando a eficiência energéticas no consumo doméstico, que inclui casas e carros. Quem diz é Thomas Dietz, ecólogo da Universidade do Estado de Michigan.

Pode parecer pouco, mas isso é o mesmo que todas as emissões da França. Se as residências dos EUA fossem uma nação, ela emitiria mais CO2 do que todas as outras, exceto a China.

Pensando nisso, as propostas de Dietz, publicadas no mês passado no periódico "PNAS", passam por trocar modelos antigos de ar condicionado, utilizar carros menos beberrões e adotar atitudes como botar a roupa para secar ao sol.

Cortar CO2 residencial não é uma ideia nova. "O plano do Reino Unido, por exemplo, tem toda uma parte relacionada às casas, ao usuário final", diz o economista José Eli da Veiga, da USP.

Emitindo espero

Dietz e seus colegas, porém, evitam ir fundo quando surge a questão principal: como fazer com que as pessoas colaborem. Falam em "incentivos financeiros" e em "campanhas na mídia", mas evitam sugerir regulamentação governamental, leis.

"Ao mesmo tempo em que não se pode subestimar os movimentos que vêm da sociedade, o governo não pode ficar esperando que cada um tome a iniciativa", diz Veiga.

Além disso, Veiga pensa que reduções de consumo em casas não podem servir como justificativa para esquecer as indústrias e outros setores. "Não pode ser só uma coisa ou outra."

Comentários dos leitores
Francisco Oliveira (396) 25/11/2009 22h41
Francisco Oliveira (396) 25/11/2009 22h41
Sem IPI para os carros Flex, cada dia mais carros circulando nas grandes cidades, o que o governo pretende? Claro Natal, ano que vem eleições, mas como andaremos de carro numa cidade como S.Paulo? Em muitos lugares as pessoas passam masi de 30 minutos para poder sair da garegem dos edificios, faz sentido isto? sem opinião
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Francisco Oliveira (396) 25/11/2009 22h26
Francisco Oliveira (396) 25/11/2009 22h26
A natureza sempre se defende, se alteramos a harmonia ela vai fazer tudo para que o equilibrio entre as fôrças do planeta se restaure, não como era mas sempre vai tentar cicatrizar da melhor forma possível. Se por qualquer motivo deixássemos de habitar as grandes cidades a flora e a fauna voltariam a ocupar mesmo com todo o concreto, quantas aves e animais tentam voltar para São Paulo, quantos de nós que vivemos em regiãos centrais da cidade acordamos com pássaros cantando.
Mesmo as hidroelétricos não são tão ecologicamante corretas como nos são vendidas, elas rompem o equilibrio ambiental, das matas, dos peixes e suas piracemas. Há sim um preço por toda devastação sem medidas que fizemos. desde pequeno que sempre ouvi que nossas florestas e nossos animais eram infinitos, foi assim que os colonizadores europeus viram este "paraiso" tropical, sem fim, eles não podiam claro ter a dimensão total. Conclusão temos muitos animais em vias de extinsão, rios sem vida, ar irrespirável por escamentos e combustiveis (aqui da pior qualidade, graças a Petrobrás das elites petistas). É preciso sim fazer algo sério, não politico como fez Lula e Dilma ao proporem, com Sarkozy algo que de antemão já sabiam não VÃO CUMPRIR, pois é eleitoreiro, para minimizar a Marina Silva.
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alexandre bakunin (113) 25/11/2009 22h10
alexandre bakunin (113) 25/11/2009 22h10
Antônio Gonçalves Caneiroq (644) 25/11/2009
Insondáveis mistérios Antônio!
Tenho mais duas teorias além da sua:
1 - Toda água provem do espaço exterior. Chega na nossa alta atmosfera na forma de cometas de gelo e formam as núvens Cirrus (aquelas bem altas e alongadas). Então a Terra ganha massa continuamente e isso acaba "desequilibrando" as placas tectônicas, gerando terremotos e outros cataclismas. Imagine um furacão na superfície de Marte, onde a gravidade é bem menor. Se aqui um tornado ou furacão pode elevar vacas e automóveis, um furacão em Marte poria a água em orbita, sendo atraida pela nossa gravitação.
2 - O canal do Panamá é muito pequeno para as atuais necessidades. Creio que estão planejando um outro mais ao sul, sendo necessário roubar mais um pedaço da Colômbia, com modificações muito dramáticas na geo-política sul americana. Se o plano não dá certo o jeito seria descongelar o oceano Ártico para promover a passagem de navios entre o Pacífico e o Atlantico sem terem que vir até o polo Sul. Para isso se promoveria o aquecimento localizado dentro de uma corrente maritma. Há uma extensa discussão sobre isso no Google Earth. Isso poderia justificar a mudança climática no sul do país.
Pronto, já dei meu pitaco.
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