Ambiente
13/11/2009 - 20h40

"Faltou transparência", afirma Greenpeace sobre meta nacional de CO2

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da Folha Online

O Greenpeace divulgou uma nota a respeito das metas para redução de CO2, determinadas pelo Governo Federal nesta sexta-feira (13), na qual afirma que "faltou transparência no processo de formulação desses números". Hoje, os ministros Carlos Minc (Ambiente) e Dilma Roussef (Casa Civil) oficializaram o corte entre 36,1% e 38,9% no dióxido de carbono emitido pelo Brasil até 2020.

"Faltou transparência no processo de formulação desses números. Não se sabe ainda qual é a parcela de contribuição de cada um desses setores exceto o florestal, nem como a redução das emissões projetadas pode acontecer", observa a nota. "Além disso, o inventário das emissões nacionais precisa ser atualizado."

O Greenpeace observa que uma forma de verificação disso é a partir da publicação periódica do inventário nacional de emissões brasileiras de gases do efeito estufa. A primeira e única edição foi lançada em 2004, com dados de 1994. A segunda edição foi prometida para esse ano. "Mas até agora nada", afirma a ONG ambiental.

Classificando a ministra Dilma Roussef como "nova mestre de cerimônias verdes do governo federal, a chefe da Casa Civil e candidata à Presidência", o Greenpeace diz que "se levá-los [os compromissos de corte de CO2] à conferência, Lula mostrará que há a vontade real de colocá-los em prática. Além disso, o Brasil pode ser o fiel da balança e abrir caminho para Estados Unidos e China darem também passos públicos importantes para se obter um acordo mundial na conferência".

"Caso contrário, o anúncio pode ser apenas isso: um discurso de intenções. Uma vez que o compromisso é construído sobre uma taxa de crescimento projetada, ele pode ser mandado às favas se as coisas ficarem ruins do ponto de vista econômico."

 

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