BBC Brasil
27/06/2002 - 08h12

Risco USA

LUCAS MENDES
da BBC

Como os senegaleses, os jogadores da seleção americana voltaram para casa e tiveram recepção de vencedores.

Desconhecidos e ignorados há um mês, lá estavam eles nos principais talk shows das televisões e rádios. Landon Donovan sentou no lugar de honra ao lado de David Letterman, e Clint Mathis mostrou como é fácil chutar uma bola sobre a Broadway.

Estavam também no programa de estréia da apresentadora Connie Chung, na CNN, e na manhã seguinte no programa Today da NBC.

Quem mudasse de canal veria outros jogadores da seleção no canal da concorrente CBS e logo depois nos programas de entrevistas que comecam às 9h.

Na rede MTV, as meninas que cercam celebridades na porta da estação receberam Landon Donovan como se fosse um dos Back Street Boys, aos gritos de USA, USA.

Aparecer na televisão agora é fácil. Os jogadores são simpáticos, bons de conversa e tem uma história para contar, mas a liga de futebol americana ainda não conseguiu um contrato decente com uma das redes abertas nem a cabo, e nos Estados Unidos qualquer esporte profissional, para sobreviver, precisa da massa eletrônica.

As redes ABC e ESPN vão transmitir, ao todo, apenas 16 jogos neste ano, mas é a própria liga que compra os horários e coloca os comerciais com dinheiro que recebe dos patrocinadores.

O sucesso do time nesta Copa traz novas esperanças, mas ao contrário dos turcos, coreanos e senegaleses, os americanos ainda correm o risco de cair na realidade do outro futebol, do basquete e do beisebol.

Leia mais sobre Copa do Mundo no especial da BBC.
 

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