Procuradora critica Brasil por demora em envio de documento sobre caso Cacciola
da BBC Brasil
A Procuradora-Geral de Mônaco, Annie Brunet-Fuster, declarou que o processo de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola está totalmente parado porque ela ainda está aguardando o envio de um documento pelas autoridades brasileiras.
Brunet-Fuster declarou à BBC Brasil que ainda não recebeu, conforme prevê a lei de Mônaco relativa aos processos de extradição, um original do mandado de prisão emitido contra Cacciola em 2.000 pela Justiça Federal do Rio de Janeiro.
O governo brasileiro, no entanto, havia declarado na semana passada, ter entregue, por meio da Embaixada em Paris, "todos os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição de Cacciola".
Entre eles, a sentença de condenação do ex-banqueiro, de 553 páginas traduzidas para o francês.
"Estou começando a ficar exasperada. Não entendo essa lentidão. Todos os dias peço um original do mandado de prisão por fax, e-mail e telefone às autoridades judiciais brasileiras", disse a procuradora.
"Não pode ser um problema de falta de compreensão por causa da língua porque eles utilizam tradutores", afirmou.
Brunet-Fuster afirma já ter recebido a tradução em francês do mandado de prisão expedido em 2000, mas ela diz que não pode dar andamento ao processo sem um original em português desse documento, que motivou a prisão de Cacciola em Mônaco.
A lei monegasca 1222, relativa aos processos de extradição, prevê, em seu artigo 9°, que o pedido deve ser acompanhado de um original ou de uma cópia devidamente autenticada do mandado de prisão.
"Todos os dias chegam documentos ao meu escritório, mas nunca é esse que solicitei. Me enviaram um outro mandado de prisão, expedido posteriormente, mas não esse que data de 2.000 e que venho pedindo há dias", diz ela.
Sem esse documento, ela afirma que ainda não pode constituir um dossiê com o pedido de extradição para enviá-lo à Corte de Apelações de Mônaco, que analisará a validade jurídica do pedido feito pelo governo brasileiro.
"Pedi na semana passada às autoridades brasileiras para que solicitassem uma prorrogação por mais 20 dias do prazo para o envio dos documentos, o que já foi concedido pela Justiça de Mônaco", diz Brunet-Fuster.
Na prática, a prorrogação permite manter Cacciola na prisão enquanto os documentos não chegam. O novo prazo, definitivo, para que as autoridades judiciais de Mônaco recebam o documento que falta expira no dia 28 de outubro, disse a procuradora.
"Se o mandado de prisão não chegar a tempo, Cacciola será libertado", disse Brunet-Fuster ressaltando, no entanto, acreditar que a questão será resolvida em breve.
"Acho que o documento chegará a tempo. Mas por enquanto não posso dar andamento ao processo de extradição", diz ela.
Na semana passada, logo após o Brasil ter enviado novos documentos para formalizar o pedido de extradição, o advogado monegasco de Cacciola, Frank Michel, entrou com um pedido de liberdade, que foi negado pela Justiça de Mônaco na última sexta-feira.
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Como ele tem dupla cidadania, seria até fácil.
E considerando-se que a maioria dos nossos políticos tem ficha na polícia, tem até ex-terroristas, um crimezinho do "colarinho branco" até que não seria grande coisa...
Tem um certo partido aí, que faz o que quer e que mesmo quando são pegos em alguma sujeira, não acontece nada com eles, porque é só dizerem as palavrinha mágicas:
"Eu não sabia de nada...", que tudo acaba em pizza.
Como ele também é meio italiano e deve adorar pizza, AQUELE partido seria ideal para ele...
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