FMI vê crescimento global "sem precedentes"
da BBC Brasil
O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que o crescimento econômico mundial está sendo "compartilhado por todos os países de uma forma sem precedentes".
No recém-divulgado capítulo "As Mudanças nas Dinâmicas do Ciclo de Negócios Globais" do relatório "Panorama Econômico Mundial", que será lançado na próxima semana, o fundo afirma que a atual diminuição de volatilidade, o aumento da estabilidade e a duração dos ciclos de expansão econômica são reflexos que podem se mostrar duradouros.
Mas acrescenta que "a volatilidade em média baixa não descarta a possibilidade de que ocorram eventuais recessões".
Segundo o FMI, "a tarefa de manter expansões exige que os autores de políticas econômicas se adaptem, porque os processos de comércio e de globalização financeira podem ter gerado novos riscos e vulnerabilidades".
Como exemplo, o fundo cita que "as perdas associadas ao elevado grau de investimentos no mercado de hipotecas 'subprime' [de alto risco] dos Estados Unidos geraram tensões no setor bancário de várias economias avançadas, causando preocupações em relação a uma possível crise de crédito".
O estudo afirma que "a economia global está agora em seu quinto ano de forte expansão", o maior período de crescimento sustentável desde o final da década de 60 e o início dos anos 70.
E acrescenta que um dos fenômenos particularmente "únicos"; do atual período, é que "o forte cresimento está sendo compartilhado pela maior parte dos países, como prova da dispersão do crescimento por diversos países. Em outras palavras, virtualmente todos países estão indo bem".
O relatório diz que, entre as economias avançadas, as recessões profundas praticamente desapareceram após o período da Segunda Guerra Mundial.
Mas acrecenta que nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, "a tendência por ciclos de negócios dinâmicos têm tido resultados mais mistos".
O documento identifica a expansão da China e da Índia como sendo similar ao do crescimento no pós-guerra do Japão, Europa ocidental e as novas nações industrializadas da Ásia.
Mas adverte que "em contraste, as maiores economias da América Latina (Argentina, Brasil, Chile e México), não vêem um aumento na duração de seus períodos de expansão desde os anos 70, devido a recorrentes crises fiscais e financeiras".


