BBC Brasil
10/10/2007 - 07h27

FMI vê crescimento global "sem precedentes"

da BBC Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que o crescimento econômico mundial está sendo "compartilhado por todos os países de uma forma sem precedentes".

No recém-divulgado capítulo "As Mudanças nas Dinâmicas do Ciclo de Negócios Globais" do relatório "Panorama Econômico Mundial", que será lançado na próxima semana, o fundo afirma que a atual diminuição de volatilidade, o aumento da estabilidade e a duração dos ciclos de expansão econômica são reflexos que podem se mostrar duradouros.

Mas acrescenta que "a volatilidade em média baixa não descarta a possibilidade de que ocorram eventuais recessões".

Segundo o FMI, "a tarefa de manter expansões exige que os autores de políticas econômicas se adaptem, porque os processos de comércio e de globalização financeira podem ter gerado novos riscos e vulnerabilidades".

Como exemplo, o fundo cita que "as perdas associadas ao elevado grau de investimentos no mercado de hipotecas 'subprime' [de alto risco] dos Estados Unidos geraram tensões no setor bancário de várias economias avançadas, causando preocupações em relação a uma possível crise de crédito".

O estudo afirma que "a economia global está agora em seu quinto ano de forte expansão", o maior período de crescimento sustentável desde o final da década de 60 e o início dos anos 70.

E acrescenta que um dos fenômenos particularmente "únicos"; do atual período, é que "o forte cresimento está sendo compartilhado pela maior parte dos países, como prova da dispersão do crescimento por diversos países. Em outras palavras, virtualmente todos países estão indo bem".

O relatório diz que, entre as economias avançadas, as recessões profundas praticamente desapareceram após o período da Segunda Guerra Mundial.

Mas acrecenta que nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, "a tendência por ciclos de negócios dinâmicos têm tido resultados mais mistos".

O documento identifica a expansão da China e da Índia como sendo similar ao do crescimento no pós-guerra do Japão, Europa ocidental e as novas nações industrializadas da Ásia.

Mas adverte que "em contraste, as maiores economias da América Latina (Argentina, Brasil, Chile e México), não vêem um aumento na duração de seus períodos de expansão desde os anos 70, devido a recorrentes crises fiscais e financeiras".

 

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