Mãe de Madeleine diz que é "perseguida" por falta de ar maternal
da BBC Brasil
Kate McCann --mãe da menina Madeleine, desaparecida em Portugal em maio deste ano-- disse estar sendo perseguida pela mídia por não ter uma aparência maternal.
"Se eu pesasse dez quilos a mais, tivesse mais peito e um ar mais maternal, as pessoas teriam mais compaixão", ela disse à sua mãe, Susan Healy.
As declarações --publicadas pelo jornal local Liverpool Echo-- foram feitas depois que uma série de acusações não confirmadas foram estampadas nas páginas de jornais britânicos e portugueses.
Nesta terça-feira, vieram a público alegações de que traços de secreções de um corpo em decomposição teriam sido encontrados no porta-malas do carro que o casal McCann usou em Portugal.
Sob pressão
Segundo a mãe de Kate McCann, os pais de Madeleine estão sob enorme pressão devido ao que classificam de "lixo imoral" que tem sido divulgado sobre o caso.
| David Jones/Reuters |
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| A mãe de Madeleine, Kate, diz que é "perseguida" por falta de ar maternal |
"Ela se sente perseguida, não pela população em geral, que tem oferecido muito apoio, mas por alguns setores da mídia", afirmou a avó de Madeleine.
"Kate é uma pessoa sensível, carinhosa e uma das mais maternais que já conheci. A vida dela gira em torno dos filhos, mas agora ela chegou a um ponto que ela se sente perseguida, se os gêmeos, Sean e Amelie, choram em público", disse a avó da menina.
Susan Healy também desmentiu boatos de que Gerry McCann não seria o pai biológico de Madeleine e de que o casal teria sedado os filhos para ir jantar fora na noite em que a menina desapareceu.
Suspeitos
Os avós de Madeleine dizem estar animados com a mudança no comando da investigação portuguesa e a promessa de uma revisão de todo o material do inquérito.
O policial Paulo Rebelo assumiu o lugar de Gonçalo Amaral, que foi retirado do cargo após criticar a polícia britânica.
"Não temos idéia de quando Kate e Gerry podem deixar de ter o status de suspeitos, mas esperamos que seja em breve. Até lá, eles não tem o direito de se defender em público, o que é terrível", disse Susan Healy ao jornal de Liverpool.
"Eles precisam ser inocentados assim que possível e, então, algumas pessoas terão de pedir desculpas a eles. No entanto, se isso vai acontecer no mundo real, eu não sei", disse Healy.
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