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10/11/2007 - 14h33

Brasil quer ser membro da Opep, diz Lula no Chile

da BBC Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado que o Brasil quer entrar na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), diante da descoberta das novas reservas de petróleo e gás anunciadas pelo governo esta semana.

Lula ainda disse que quando o Brasil estiver na Opep, o país vai trabalhar para reduzir o preço do petróleo, hoje perto dos US$ 100 o barril.

"Logo, logo o Brasil vai participar da Opep. E obviamente que se o Brasil participar da Opep nós vamos brigar para que baixe um pouco o preço do petróleo, porque é uma das contribuições que os países ricos em petróleo podem dar", afirmou o presidente a jornalistas, pouco antes de embarcar de volta para o Brasil depois de ter participado na quinta e sexta-feira da cúpula ibero-americana de chefes de Estado e de governo, em Santiago, no Chile.

"Eu acho que a Opep deveria reduzir o preço do petróleo. Mas o Brasil ainda é um país que produz apenas para o seu uso", afirmou.

Lula lembrou que a entrada na Opep só pode se concretizar quando o país começar a explorar as reservas gigantescas de óleo e gás no campo de Tupi, na Bacia de Santos, e tiver um excedente de exportação.

A situação atual é de equilíbrio, reforçou o presidente.

"Obviamente que temos intenção de participar de um fórum desses, em que a gente pode decidir políticas para o mundo todo", afirmou.

"O Brasil precisa se preparar neste mundo globalizado para ter incidência nas decisões."

Sobre a redução do preço, o presidente disse que é preciso que o petróleo "tenha um preço justo".

"É claro que os países ricos, pagando uma ninharia, não contribuem nem para que os países produtores sobrevivam. Os países que têm petróleo têm que ser ressarcidos com o preço. Mas também não podem sufocar a economia dos países que precisam importar", afirmou.

O presidente disse que a descoberta dos novos campos, que ampliam em cerca de 60% as reservas atuais do Brasil são "uma dádiva de Deus".

"É o coroamento de um país que durante tanto tempo esteve a ponto de desabrochar e às vezes murchava. Nós agora estamos vivendo um momento bom na economia e esta descoberta de uma reserva excepcional de um petróleo de qualidade e de muito gás, coloca o Brasil numa situação privilegiada", afirmou.

O presidente disse que foi tratado com deferência na reunião de cúpula em Santiago, e chamado de brincadeira de "xeque do petróleo".

Em discurso na sessão plenária na sexta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou Lula de "magnata petroleiro" e propôs a criação de uma empresa conjunta, que ele chamou de Petroamazônia, para vender petróleo mais barato para os países da região.

"Eu disse ao Chávez que antes de eu tirar um litro de petróleo, ele já tinha socializado o meu petróleo. Eu falei: deixa eu tirar um litro de petróleo pelo menos", contou Lula aos jornalistas.

O presidente disse que a descoberta não vai alterar "nem um milímetro" a política brasileira de biocombustíveis, desenvolvida como alternativa ao elevado preço do petróleo e também para reduzir a poluição provocada pelos combustíveis fósseis.

Lula ainda reiterou que a Amazônia não será utilizada para a produção dos biocombustíveis.

"Quando criamos a política do biodisel é porque entendemos que é uma alternativa para os países latino-americanos, para os países asiáticos e africanos".

 

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