Brasil "abre portas" para Venezuela no Mercosul, diz jornal
da BBC Brasil
Jornais argentinos destacam nesta quinta-feira que o Brasil começou a "abrir as portas" para a Venezuela no Mercosul.
O "Página 12" afirmou que o governo brasileiro "conseguiu tirar do pântano das comissões" o projeto de adesão da Venezuela ao bloco regional, que na quarta-feira foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Congresso.
"O governo abre lentamente as portas do Mercosul para a Venezuela", diz o texto.
A reportagem afirma que o projeto "tomou impulso" para passar ao plenário da Câmara e do Senado. "A votação não apenas mostrou o poder de fogo do governo, como deu ao projeto caráter de urgência", diz o diário.
O "Clarín" analisa que há duas razões por que o Palácio do Planalto gostaria de ter a Venezuela no Mercosul. A primeira é aumentar uma aproximação com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a fim de exercer melhor controle sobre ele.
A outra razão seria econômica. O diário observa que "a Venezuela é a maior fonte energética regional e uma ligação física com o Caribe".
"Se [a Venezuela] ficar fora [do bloco], o Mercosul, liderado por Brasil e Argentina, ficaria confinado ao Cone Sul e perderia força nas negociações internacionais", escreve o jornal.
Para o "Clarín", a aprovação da adesão venezuelana ao Mercosul é dada como certa na Câmara, mas pode encontrar dificuldades no Senado, onde o governo não tem maioria.
O "La Nación" faz um histórico da querela envolvendo o presidente Chávez e o Congresso Nacional, em junho. A crise, que se arrastou por semanas, começou depois que o Senado criticou a decisão de Chávez de não renovar a licença de um canal de TV opositor venezuelano.
Em resposta, o presidente venezuelano chamou o Legislativo brasileiro de "papagaio" dos Estados Unidos, e disse que poderia retirar o pedido de entrada no Mercosul se a adesão não fosse aprovada neste ano.
A luz verde do Congresso brasileiro à entrada da Venezuela no Mercosul se juntaria à concordância dada pelos Legislativos do Uruguai e da Argentina. O Parlamento paraguaio ainda não votou o tema.
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Especial


Como os Bush negaram suporte (na imprensa, fala sempre bebado, quando melhora diz outra coisa) e o McCain ja' disse que vai acabar com a economia de guerra; Uribe tratou logo de seguir o conselho do Amorin: dar um abracao no Correa e no Chaves ...
Ate' lagrimas de crocodilo cairam dos seus olhos ...
E assim o Brasil vai se firmando como lider na America do Sul, com motores franceses e engenharia da casa...
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Com atenção foi que escutei seu pronunciamento de ontem sobre Colômbia, Equador e o intrometido.
Concordo até mesmo quanto à dúbia, sem surpresa, e prejudicial decisão da OEA.O mundo, por menos o que observamos, carece de coragem política, de uma nova diplomacia,somente com fonte em mentes originais;raras e , por natureza, rejeitadas.Extirpar tudo que usa a força física como argumento;hoje, creio, não é tão racional; quanto, ontem, pensava.Esforço-me por afastar o cruel determinismo histórico, mas...a diplomacia do fuzil cada vez mais se mostra evidente em potência, capacidade e eficácia.Fechar os olhos a isto é impossível e perigoso ante o espectro ofuscante e iminente;perante a clareza do potencial bélico da maior e inalcançável diplomacia do universo.
Não seria hora de o mundo discutir isto?
Gostaria que não fosse assim e como no lamento de Rousseau:"Tu procurarás a idade na qual desejarias que tua espécie tivesse parado.Descontente com teu estado atual por razões que anunciam a tua posteridade infeliz maiores descontentamentos ainda, talvez quisesses retrogredir e esse sentimento deve constituir o elogio de teus (do homem) primeiros ancestrais, a crítica de teus contemporâneos e o espanto daqueles que tiverem a infelicidade depois de ti.".
Infeliz e correta prescrição!
Não seria hora de o mundo discutir uma nova diplomacia?
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