BBC Brasil
06/12/2007 - 12h45

Terceiro mandato de Lula seria "erro gravíssimo", diz Dirceu

JAIR RATTNER
da BBC Brasil, em Lisboa

O ex-ministro José Dirceu afirmou, em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal português "Diário de Notícias", que um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria um erro político gravíssimo.

Para Dirceu o terceiro mandato presidencial não seria inconstitucional, lembrando que a aprovação do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ocorreu um ano antes do final do primeiro mandato --mas "seria um erro político gravíssimo".

Na sua opinião, o Brasil precisa de reforma política e não do terceiro mandato.

Em entrevista publicada nas duas páginas centrais do jornal, Dirceu também disse o mensalão nunca existiu. Ele afirmou que o mensalão foi uma maneira de atingir o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores, contando que até agora foi inocentado de tudo no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o que existiu foi financiamento ilegal das campanhas e caixa dois.

Contato com Lula

Dirceu diz que o PT não saiu enfraquecido do escândalo, já que o partido é hoje o mais votado no país.
Ele considera que o caso foi uma forma de tirá-lo do poder e culpa parte da oposição e os "meios de comunicação conservadores".

Dirceu atribui a acusação contra ele ao medo de "certos setores" de que ele fosse candidato a presidente do Brasil.

Dirceu contou que ainda mantém contatos com o presidente Lula, com quem tem "uma relação de companheiro de lutas, de um amigo".

A entrevista foi feita quando Dirceu esteve em Portugal a caminho de Angola, onde está com trabalhos de consultoria para empresas brasileiras nas áreas de infra-estrutura, energia e turismo.

Ele não quis revelar o nome das empresas, porque "na primeira vez em que dei o nome, fizeram uma campanha para a empresa romper o contrato comigo e eu perdi o contrato".

José Dirceu foi chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Lula, mas deixou o governo e teve seu mandato de deputado federal cassado em 2005 devido à CPI do Mensalão.

Comentários dos leitores
mario pedrosa (174) 24/12/2009 22h35
mario pedrosa (174) 24/12/2009 22h35
O que o Lulla fez e vai continuar fazendo a campanha toda é terrorismo. sem opinião
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É muita coincidencia ou não. O JORNAL LE MONDE, cria exatamente no final deste ano um premio para a personalidade do ano, e o premio vai para ...... Chan cham chan cham!!!!!!! O MAIOR COMPRADOR DE CAÇAS FRANCESES. O amigo do Sarcosi. Este premio criado de repente só pode ser uma merreca intereceira. sem opinião
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Marcio Marques Alves (44) 24/12/2009 15h47
Marcio Marques Alves (44) 24/12/2009 15h47
É impressionante o discurso burguês que diz que o presidente quer dividir o Brasil. Desde o Brasil, Reino Unido a Portugal e Algave, existe uma sociedade dividida. É a própria sociedade que se divide, que impõe a divisão social. Atualmente ela se dá através de uma sopa de letrinhas, classes: 'A';'B';'C';'D' e 'E'. Só que o que mais me impressiona, é o fato de os burguesinhos, quererem ignorar isso ou tapar o sol com a peneira. Claro, para quem vive sobre a proteção dos vidros dos escritórios ou do insulfim dos carros blindados, dos muros altos e guaritas do condomínios, isso tudo, desumaniza as pessoas e retira a sensibilidade ao sofrimento dos moradores de rua, e pior, tentam neutralizar qualquer tentativa do governo para a reversão da situação,rotulando como populismo ou gastos execessivos. Dessa forma, como ter uma segurança pública como a européia? Será que os burguesinhos sabem como fazer esse milagre sem gastos governamentais?
Nem sob a luz cristã do Natal - onde o sentimento da doação, aflora - faz com que as pessoas pensem em contrário, é preciso sofrer a mesma dor para se saber o como a indigência é capaz de destruir um ser humano.
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