BBC Brasil
13/12/2007 - 08h14

Dados revelados por sonda indicam que partículas dos anéis se reciclam

da BBC Brasil

Dados captados pela sonda Cassini, enviada, indicam que as finas linhas de partículas que compõem os anéis já existiam há 3 bilhões de anos e que provavelmente ainda vão existir por muito mais anos.

A revelação também pode significar que a vista do planeta com seus anéis pode ficar muito mais reluzente nos próximos anos.

Dados anteriores haviam levado pesquisadores a acreditar que os anéis foram criados há 100 milhões de anos, quando uma lua gigante ou um cometa se espatifou próximo de Saturno.

"Apesar de o que se pensou depois da investigação (de 1970) da Voyager em Saturno --de que os anéis de Saturno pudessem ser muito jovens, talvez tão antigos quanto os dinossauros-- nós temos resultados que mostram que os anéis poderiam ter a idade do sistema solar e que talvez eles existirão por bilhões de anos", disse o cientista Larry Esposito a respeito dos dados, durante uma reunião da União Americana de Geofísica.

A Cassini vem analisando os anéis de Saturno com espectrógrafos ultravioleta (UVIS, na sigla em inglês). A sonda observa a luz que reflete e que atravessa as partículas do anel.

Os dados indicam que os anéis não podem ter sido criados por um evento recente e isolado, já que há partículas de períodos diversos.

Segundo Esposito, os pesquisadores acreditam que as partículas que compõem o anel estão constantemente se reciclando.

Os cientistas acreditavam que anéis muito antigos deveriam ser mais escuros, devido à poluição provocada por poeira dos meteoros.

Mas a hipótese da reciclagem de partículas explicaria porque os anéis continuam reluzentes quando observados por telescópios e sondas.

A missão da sonda Cassini é um projeto conjunto da Nasa, da Agência Espacial Européia e da Agência Espacial da Itália.

 

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