BBC Brasil
17/12/2007 - 11h49

Mantega nega que tenha sido repreendido por Lula

MARCIA CARMO
enviada especial da BBC Brasil a Montevidéu

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que em sua opinião não foi repreendido publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter falado sobre possíveis medidas de compensação do fim da CPMF.

"O presidente não fez reclamação. Isso é uma interpretação dos jornais. Assim como houve uma má interpretação sobre o que eu falei", disse Mantega nesta segunda-feira.

No fim de semana, vários jornais publicaram declarações de Mantega dizendo que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e os programas sociais seriam reexaminados e que um imposto semelhante à CPMF seria criado por meio de uma "fórmula que exige maioria simples do Congresso".

No domingo, questionado sobre as declarações de Mantega publicadas pelos jornais, Lula disse que "o governo precisa entender que o momento é mais de reflexão do que de reação".

"Loucura"

"Avalio que ele vai ter de me convencer da necessidade disso. Ele falou para vocês (jornalistas) e agora vai ter de colocar na minha mesa", disse Lula após votar na eleição interna do PT.

O presidente ainda afirmou que "não existe nenhuma razão para que alguém faça a loucura de tentar aumentar a carga tributária".

Em Montevidéu, Mantega disse que o Ministério da Fazenda divulgará uma nota "com a versão real" do que dissera aos jornais.

O ministro está Montevidéu no Uruguai nesta segunda-feira para participar até esta terça-feira da 34ª Reunião do Mercosul.

Cortes
Segundo Mantega, as medidas para compensação do fim do imposto do cheque deverão ser anunciadas até o fim da semana.

"Serão cortes de gastos, e alguma modificação nos impostos", afirmou o ministro.

O ministro afirmou também que será preciso adaptar o Orçamento à nova realidade.
Em um segundo momento será analisado o impacto do fim da CPMF na Saúde.

Sobre as futuras possíveis medidas ele disse que elas têm o objetivo de causar o "menor dano" à economia e minimizar o impacto sobre os programas sociais e o crescimento econômico. Mas o ministro acrescentou que haverá corte de despesas.

Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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