BBC Brasil
20/12/2007 - 08h55

Em suposta carta, Diana diz que príncipe Charles planejava matá-la

da BBC Brasil

Uma carta supostamente escrita pela princesa Diana e lida durante uma das audiências do inquérito em Londres que apura as circunstâncias de sua morte, há mais de dez anos, revela que ela acreditava que o príncipe Charles estava "arquitetando um plano para matá-la".

A carta, revelada na íntegra pela primeira vez, foi supostamente escrita por Diana em outubro de 1996, dez meses depois do anúncio do divórcio do casal, e entregue a Paul Burrell, seu mordomo na época.

Burrell havia revelado parte do manuscrito em um livro que publicou sobre a princesa em 2003, mas manteve os trechos lidos nesta quarta-feira ocultos por tarjas pretas.

Na carta, Diana disse que o príncipe Charles "desejava sua morte" para poder se casar com Tiggy Legge-Bourke, uma antiga babá dos príncipes William e Harry. Diana acreditava que os dois estavam tendo um caso e que a babá estaria grávida.

"Eu estou sentada aqui na minha escrivaninha hoje, em outubro, desejando que alguém me abrace e me encoraje a ter forças e a manter a cabeça erguida", escreveu a princesa.

"Esta fase específica da minha vida é a mais perigosa --meu marido está planejando um acidente com meu carro, uma falha nos freios e uma séria lesão na cabeça para abrir caminho para se casar com a Tiggy."

Ainda segundo a carta atribuída a Diana, Camilla Parker-Bowles, que se casou com o príncipe há dois anos, não passaria de uma "isca" e que as duas estariam "sendo usadas pelo mesmo homem no estrito senso da palavra".

Mas uma amiga próxima e confidente de Diana nos últimos anos de sua vida, a embaixatriz brasileira Lúcia Flecha de Lima, disse a jornais britânicos nesta quarta-feira que Diana não temia por sua vida.

Lúcia chega a afirmar que Burrell poderia facilmente "ter imitado a letra de Diana".

"Eu não acredito que ela se sentia ameaçada pelo Charles, o futuro rei deste país", disse ela.

Ainda nesta quarta-feira, uma das testemunhas ouvidas pelo inquérito disse ter encontrado cartelas de pílulas anticoncepcionais no iate da família Fayed.

A faxineira Deborah Gribble contou ter visto as cartelas parcialmente vazias durante limpezas que fez no local.

O novo inquérito sobre as mortes da princesa Diana e de seu namorado, Dodi al Fayed, em um túnel de Paris, foi reaberto há quase três meses.

As investigações ainda devem levar mais três meses para serem concluídas.

Comentários dos leitores
porfirio sperandio (351) 07/04/2008 14h12
porfirio sperandio (351) 07/04/2008 14h12
Ki duvida ...
Um britanico real casando com um arabe leal, alguma duvida na conspiracao ? Dodi ta certo.
Pena que a mesma policia que produz as provas contra a Scotland Yard, e' a mesma que matou Diana. Vophe apha mechmo ?
sem opinião
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André Luis Nakamura (24) 21/02/2008 09h19
André Luis Nakamura (24) 21/02/2008 09h19
Se infelizmente houve uma conspiração para morte da princesa, provavelmente nunca aparecerão provas. Isso só deixa algumas pessoas com a "imaginação" mais alimentada sobre quantas manobras eventualmente um governo, seja qual for ele, pode fazer para defender seus interesses. sem opinião
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Muni S P A Perez (5) 15/01/2008 20h33
Muni S P A Perez (5) 15/01/2008 20h33
OLINDA / PE
Sinceramente, gostaria de perguntar à Folha, e se possível ter uma resposta.
Qual a real utilidade para os leitores toda essa "cobertura" do processo que investiga a morte da princesa Dayana?
Na minha opinião nenhuma. A mulher morreu. Azar o dela. Temos muito mais problemas para nos preocupar, muito mais assuntos importantes pra ficar à par, e a Folha vem cobrir uma futilidade dessas.
Com reportagens como estas, a Folha começa a se igualar a Globo, com "texto sem conteudo", sem utilidade alguma, como são os programas da Globo.
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