Internautas brasileiros são os que mais procuram sexo na web, diz pesquisa
da BBC Brasil
Os usuários de internet no Brasil são os que mais acessam sites de pornografia, segundo uma pesquisa encomendada pela empresa de tecnologia Symantec, que fez uma radiografia dos hábitos de mais de sete mil internautas em oito países.
Segundo o levantamento, 55% dos internautas brasileiros visitam páginas com conteúdo pornográfico quando estão on-line. Os chineses aparecem em segundo na listagem, com 51%. Os britânicos e alemães, com 35%, são supostamente os que menos procuram sexo pela rede.
O estudo investigou os costumes de 4.687 adultos e 2.717 crianças nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Alemanha, França, Brasil, China e Japão.
Amizades on-line
A pesquisa ainda mostrou que os brasileiros e chineses são os que mais baixam música pela internet: 89% das crianças e 88% dos adultos no Brasil disseram que entram freqüentemente nos sites que oferecem arquivos de música.
Na China, esse número cresce para 97% entre os adultos e 98% entre as crianças. E também foi no Brasil que os pesquisadores encontraram o maior número de internautas que buscam na rede sua fonte de informação nos sites de notícias e blogs: 93%.
Os chineses vêm logo atrás, com 92%, seguidos pelos japoneses (83%). O relatório ainda traz informações sobre como os brasileiros consideram relacionamentos pela rede.
Mais de três quartos dos entrevistados adultos (77%) disseram ter feito amizades pela internet. Deste total, 60% disseram que gostam tanto ou mais "dos amigos online", o maior índice entre os países pesquisados.
As crianças brasileiras seguem a tendência, com 74% dos entrevistados relatando que cultivam amizades pela rede. O índice é menor apenas do que o da China (88%).
"O estudo nos permite entender melhor os hábitos tecnológicos do usuários e como a era da internet está moldando a paisagem cultural global", disse Martian Merritt, gerente de segurança da Symantec.
Ainda segundo o estudo, os brasileiros são os mais desconfiados quando se trata de enviar informações pessoais pela internet, como o número do cartão de crédito.
Apenas 13% dos internautas disseram fornecer dados do cartão de crédito. Os que mais dividem dados pessoais com desconhecidos são os americanos, com 34%.
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