BBC Brasil
18/02/2008 - 09h58

Diana estava grávida, diz Al Fayed em audiência

da BBC Brasil

A princesa Diana teria contado a Mohamed al Fayed, pai do seu namorado, Dodi, que estava grávida, afirmou o milionário egípcio durante uma audiência sobre o caso da morte da princesa e de seu filho nesta segunda-feira, em Londres.

"Diana me disse ao telefone que estava grávida. Eu sou a única pessoa a quem eles contaram", disse Al Fayed ao júri, no inquérito que investiga as circunstâncias da morte da princesa em 31 de agosto de 1997.

Ele afirmou que o acidente de carro em Paris --que levou à morte da princesa-- teria sido orquestrado, e que os serviços de inteligência franceses teriam auxiliado os britânicos a "assassinarem" Diana e Dodi.

Al Fayed alega que o casal foi morto para impedir que eles se casassem, em uma conspiração que envolveria os serviços de inteligência e a família real britânica.

Investigação

No início da nova investigação, o juiz Scott Baker, que analisa o caso, afirmou que provas científicas podem não ser suficientes para determinar se ela estava ou não grávida quando morreu, há mais de dez anos.

De acordo com ele, a dúvida é relevante: "Primeiro, afirma-se que sua gravidez ou suspeita de gravidez seria o motivo ou parte do motivo para que se matasse Diana".

"Segundo, seu corpo foi embalsamado pelos franceses e afirma-se que o objetivo foi esconder o fato de que ela estava grávida."

Não foi realizado nenhum teste de gravidez em Diana no hospital de Paris para o qual ela foi levada depois do acidente, já que não havia nenhuma razão aparente para isso.

Mais tarde, em um exame póstumo, não foi encontrada nenhuma evidência de que ela teria estado nas primeiras semanas de gravidez, mas os jurados também deverão ouvir evidências sobre o grau de possibilidade de se encontrar sinais de gravidez em um exame póstumo.

Segundo o juiz, é provável que, neste caso, não haja como provar cientificamente se Diana estava grávida ou não.

"Vocês vão, claro, considerar as evidências científicas apresentadas, mas também vão ouvir depoimentos de várias fontes sobre o que Diana disse a amigos e ver evidências de detalhes íntimos de sua vida pessoal."

O inquérito pode durar até seis meses.

Comentários dos leitores
porfirio sperandio (351) 07/04/2008 14h12
porfirio sperandio (351) 07/04/2008 14h12
Ki duvida ...
Um britanico real casando com um arabe leal, alguma duvida na conspiracao ? Dodi ta certo.
Pena que a mesma policia que produz as provas contra a Scotland Yard, e' a mesma que matou Diana. Vophe apha mechmo ?
sem opinião
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André Luis Nakamura (24) 21/02/2008 09h19
André Luis Nakamura (24) 21/02/2008 09h19
Se infelizmente houve uma conspiração para morte da princesa, provavelmente nunca aparecerão provas. Isso só deixa algumas pessoas com a "imaginação" mais alimentada sobre quantas manobras eventualmente um governo, seja qual for ele, pode fazer para defender seus interesses. sem opinião
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Muni S P A Perez (5) 15/01/2008 20h33
Muni S P A Perez (5) 15/01/2008 20h33
OLINDA / PE
Sinceramente, gostaria de perguntar à Folha, e se possível ter uma resposta.
Qual a real utilidade para os leitores toda essa "cobertura" do processo que investiga a morte da princesa Dayana?
Na minha opinião nenhuma. A mulher morreu. Azar o dela. Temos muito mais problemas para nos preocupar, muito mais assuntos importantes pra ficar à par, e a Folha vem cobrir uma futilidade dessas.
Com reportagens como estas, a Folha começa a se igualar a Globo, com "texto sem conteudo", sem utilidade alguma, como são os programas da Globo.
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