BBC Brasil
19/02/2008 - 09h18

Anistia pede libertação incondicional de prisioneiros cubanos

da BBC Brasil

A organização humanitária Anistia Internacional pediu nesta terça-feira que o sucessor de Fidel Castro liberte "incondicionalmente" os prisioneiros políticos opositores do regime cubano.

Em um comunicado emitido em reação ao anúncio de que Fidel Castro não voltará a assumir o cargo de presidente do país, a organização atacou também medidas econômicas restritivas impostas à ilha, como o embargo americano que vigora desde 1962.

"A nova liderança cubana deve aproveitar esta mudança para introduzir reformas há muito tempo necessárias para garantir a proteção dos direitos humanos", afirmou no texto o conselheiro especial da ONG, Javier Zuñiga.

"As reformas em Cuba devem começar com a libertação incondicional de todos os prisioneiros de consciência, a revisão judicial de todas as sentenças ditadas por julgamentos ilegítimos, a abolição da pena de morte, e a introdução de medidas para assegurar o respeito às liberdades fundamentais e a independência do Judiciário."

A Anistia pediu que o novo governo cubano abra o país a inspeções de órgãos de direitos humanos, tanto da ONU como independentes.

Entidades internacionais e multilaterais criticam Cuba pela situação dos presos políticos no país. Mas a Anistia afirmou que medidas de restrição econômica, como o embargo americano, "também impingem (danos) aos direitos humanos de cubanos".

No comunicado, a ONG pede que os Estados Unidos e a comunidade internacional levantem tais medidas.

 

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