BBC Brasil
29/02/2008 - 20h25

Hillary tenta recuperar terreno em fim de semana decisivo

da BBC Brasil

Os pré-candidatos democratas à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton e Barack Obama se preparam para um fim de semana de intensa campanha eleitoral, às vésperas de prévias que podem decidir quem irá concorrer pelo partido à Casa Branca.

Hillary --que está atrás de Obama na contagem de delegados que devem apoiá-la na convenção do partido, em agosto-- está buscando formas de frear o trem expresso em que se transformou a campanha do adversário, que venceu as últimas 11 prévias.

Nesta sexta-feira, a senadora por Nova York lançou um novo vídeo de propaganda eleitoral em que reforça a mensagem de que Obama não teria a experiência necessária para ser um bom presidente dos Estados Unidos.

A pré-candidata também anunciou ter arrecadado US$ 35 milhões em fevereiro --depois de ter sido obrigada, em janeiro, a tirar US$ 5 milhões do próprio bolso para cobrir custos de campanha.

Apesar disso, as últimas pesquisas continuam indicando o crescimento de Obama no Texas e em Ohio, os dois principais Estados em disputa nas próximas prévias, no dia 4 de março.

Pressão em família

O próprio ex-presidente Bill Clinton, que tem feito campanha em nome da mulher, disse que Hillary precisa vencer nos dois Estados na terça-feira para manter viável sua candidatura. Assessores e aliados da senadora adotam linha de raciocínio semelhante.

Uma média das últimas pesquisas de opinião feitas em Ohio, divulgada pelo site RealClearPolitics.com, aponta uma vantagem de Hillary de cinco pontos percentuais sobre Obama (47,3% a 42,3%).

Entretanto, a vantagem da senadora sobre o adversário, que já foi bem maior, vem caindo nas pesquisas nas últimas semanas.

Duas delas, divulgadas na quinta-feira pelo instituto Rasmussen e pelo instituto Zogby, pela agência de notícias Reuters e pelo canal de TV Cspan, colocam os dois candidatos em empate técnico.

No Texas, os dois candidatos também aparecem praticamente empatados --a média do RealClearPolitics.com dá ao candidato uma vantagem de apenas dois pontos percentuais-- mas uma pesquisa Zogby/Reuters/Cspan, divulgada também na quinta-feira, dava vantagem de seis pontos para Obama (48% a 42%).

Carta fora do baralho?

Nos últimos dias, o senador por Illinois aumentou os ataques contra o virtual candidato republicano à Casa Branca, John McCain, reforçando a visão de analistas americanos de que Hillary precisa uma vitória convincente na terça-feira para provar que ainda está no páreo.

Alheio à adversária, Obama trocou farpas com McCain no tocante à política para o Iraque.
"Me disseram que o senador Obama fez uma declaração dizendo que, se a Al Qaeda voltasse ao Iraque depois que ele retirasse (as tropas do país), ele voltaria a enviar tropas se a Al Qaeda estabelecesse uma base no Iraque", disse McCain na quarta-feira, no Texas.

"Eu tenho notícias. A Al Qaeda está no Iraque. Se chama Al Qaeda no Iraque. Meus amigos, se nós sairmos, eles não estabeleceriam uma base. Eles tomariam um país."

Obama respondeu no mesmo dia em um comício em Ohio: "Eu tenho notícias para John McCain. Ele nos levou para uma guerra que nunca deveria ter sido autorizada e nunca deveria ter sido travada, junto com George Bush".

Deixada de lado do colóquio, Hillary tem reclamado nos últimos dias também de estar recebendo um tratamento injusto da imprensa --que, segundo ela, favorece Obama.

Em uma entrevista à rede de TV americana ABC na quinta-feira à noite, a senadora disse que não faz campanha nas mesmas condições que seu adversário.

"Com tanta freqüência eu desejo que o campo de jogo fosse um pouquinho mais igual (dos dois lados). Mas, sabe, eu jogo no campo que for", disse.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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