Epidemia de spam por celular afeta 200 milhões na China
da BBC Brasil
A China investiga o envio de milhões de mensagens de texto indesejadas a cerca de metade dos usuários de telefones celulares no país.
As mensagens promocionais, também conhecidas como spams, atingiram mais de 200 milhões de pessoas e despertaram a ira do governo, que agora quer que os responsáveis pelo ataque "corrijam seus erros".
No fim de semana, o Conselho de Estado anunciou que está conduzindo uma grande investigação para apurar e punir os culpados, informou a agência de notícias estatal "Xinhua".
As autoridades do Conselho disseram que a razão por trás do envio das mensagens foi a "ganância".
"Pedimos às partes implicadas que façam uma sindicância interna para corrigir os erros que foram causados por priorizar o lucro em detrimento do interesse público", disse Liu Yue, vice-diretor do Escritório do Conselho de Estado para Retificação de Más Práticas.
Operadoras
O mercado de telefonia celular da China possui 555 milhões de usuários e é disputado por duas operadoras, a China Mobile e a China Unicom.
Ambas companhias abriram linhas diretas para atender aos clientes que se sentiram lesados com a situação.
A maior companhia, a China Mobile, se desculpou publicamente pelo abuso e disse estar disposta a bloquear o envio em massa de qualquer mensagem promocional.
Denúncia
O caso veio à tona em um especial de TV sobre os direitos do consumidor, transmitido pelo canal estatal CCTV há cerca de dez dias.
O programa denunciou as operadoras por terem permitido que sete empresas de publicidade on-line enviassem mensagens de texto sem o consentimento dos usuários.
"Como operadora, nós temos a obrigação de bloquear as mensagens. Nós temos uma inevitável responsabilidade nesse caso", admitiu o gerente de operações da China Mobile, Xu Ming, à CCTV.
Entre as sete empresas de marketing infratoras está a Focus-Media, que é uma companhia de capital aberto com ações listadas no índice Nasdaq da bolsa de Nova York.
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