Militar americano é preso por assassinato no Japão
da BBC Brasil
A polícia japonesa prendeu nesta quinta-feira um oficial militar americano suspeito de envolvimento no assassinato de um taxista morto próximo à base militar de Yokosuka, nos arredores de Tóquio.
O corpo de Masaaki Takahashi, de 61 anos, foi encontrado no dia 19 de março com marcas de facadas próximo ao pescoço. O cartão de crédito do suspeito, de 22 anos, foi encontrado no táxi e ele teria se entregado aos oficiais americanos alguns dias depois.
No entanto, o suspeito ficou sob custódia do Exército americano durante dez dias antes de ser entregue ao governo japonês para investigações.
A demora irritou os moradores da região de Yokosuka, que questionaram a disposição dos EUA em cooperar com os japoneses.
Para garantir a intenção do governo, as autoridades de defesa dos Estados Unidos impuseram novas restrições aos oficiais em serviço no Japão. O consumo de bebidas alcoólicas foi proibido nos arredores da base militar e restrições de viagem também foram impostas na tentativa de acalmar a população.
"Nós queremos fazer o que estiver ao nosso alcance para garantir que a população de Yokosuka que nos arrependemos profundamente do ocorrido", disse nesta quinta-feira o embaixador americano no Japão, Thomas Schieffer.
Relação
Os Estados Unidos têm cerca de 50 mil militares em território japonês e o país é o parceiro internacional mais próximo dos EUA na produção de mísseis balísticos de defesa.
No entanto, o relacionamento dos oficiais com a população local tem sido foco de tensões nos últimos anos. Várias alegações foram feitas contra militares americanos em serviço no país.
Dez anos atrás, o estupro de uma estudante japonesa de dez anos de idade por três soldados americanos originou grandes protestos no Japão e causou mal-estar nas relações entre os dois países.
Segundo o correspondente da BBC em Tóquio, Chris Hogg, o comportamento dos militares americanos tem potencial para causar problemas para a aliança militar entre Washington e Tóquio.
No entanto, Hoggs afirma que a reação imediata do governo americano em resposta ao incidente foi importante para manter a estabilidade da relação.
Leia mais

