BBC Brasil
30/04/2008 - 15h30

Austríaco se nega a dar mais respostas sobre filha

da BBC

O austríaco Josef Fritzl, que admitiu ter mantido a filha Elisabeth presa em um porão por 24 anos, está se recusando a responder novas perguntas, de acordo com a polícia.

Os policiais dizem que Fritzl assinou um documento em que confessa ter mantido Elisabeth encarcerada, ter abusado sexualmente dela e ter tido sete filhos com a filha, mas se recusa a explicar os motivos.

A filha, Elisabeth, disse à polícia que era estuprada pelo pai antes mesmo de ser levada para o porão. Segundo a polícia, todos os aspectos da vida de Fritzl estão sendo investigados.

O chefe da polícia da Baixa Áustria, Franz Prucher, disse que os policiais estão investigando se Fritzl cometeu outros crimes.

"Temos que trazer à tona todos os aspectos da vida do suspeito", disse Prucher em entrevista à imprensa em Amstetten. "É a nossa obrigação investigar as circunstâncias que possibilitaram um crime que nos chocou tão profundamente."

Campanha

Na terça-feira (29), a polícia disse estar investigando a possível ligação de Fritzl com o assassinato de uma jovem há 22 anos.

O corpo de Martina P., 17, foi encontrado em 22 de novembro de 1986, enrolado em um plástico à beira do lago de Mondsee, no norte do país. Na época, Fritzl era proprietário de uma pensão que ficava em frente ao local.

Frtizl pode passar até 15 anos na prisão se for condenado por estupro e outros crimes. Autoridades autríacas estudam a possibilidade de indiciar Fritzl por "assassinato por omissão", que pode levar a uma sentença maior, em conexão com a morte de um dos filhos que ele teve com Elizabeth.

O governo da Áustria disse que vai lançar uma campanha para restaurar a imagem do país no exterior e apagar os possíveis estragos causados pela grande repercussão do caso.

Comentários dos leitores
Ellen . (23) 11/06/2008 15h45
Ellen . (23) 11/06/2008 15h45
MARILIA / SP
O termo "casta advocatícia" realmente representa bem nossa triste realidade. É lamentável ver como a nossa democracia funciona: 90% dos brasileiros não sabem o que é Constituição. Os poucos que têm acesso, como os profissionais formados em direito, seguem dois caminhos: ou vão para a área burocrática do Estado, em busca de estabilidade profissional, ou seguem o caminho mercadológico, atuando em empresas ou particulares.
Imaginem que um cidadão nasce e morre sem ao menos ter conhecimento de seus direitos básicos??
A mídia?Bom, esta apenas condena o povo à ignorância eterna, com novelas, programas de auditório, etc.
Brasileiros, há manifestações nos quatro cantos do mundo!!Não estamos no fim da história, no mundo cada um por si, ganhe dinheiro, endivida-se, seja feliz comprando, enriqueça os bancos.
Você ganha pouco?se mata de trabalhar pra enriquecer o patrão?Não tem um sistema de saúde de qualidade?seu filho não tem acesso à educação de qualidade?Oras, o importa?Se posso comprar à prestação meu novo celular, uma geladeira nova, etc?
Essas "necessidades" tecnológicas dão a falsa idéia de satisfação pessoal.As novelas mostram um mundo irreal.
Resultado: viramos apenas consumidores e perdemos nosso papel enquanto cidadãos. Conseqüência?Perdemos nossos direitos, as injustiças aumentam, a política serve ao mercado e regredimos na história!
sem opinião
avalie fechar
porfirio sperandio (317) 11/06/2008 13h12
porfirio sperandio (317) 11/06/2008 13h12
BRAGANCA PAULISTA / SP
Nao e' que banalizou. Oras se isso se tornou uma pratica social, deixou de ser crime .
Foi extamanete isso que ouvi de um advogado ...
Deveriamos criar oque pra melhorarmos a casta advocaticia !? Ela e' responsavel por essas hipocrisia social.
sem opinião
avalie fechar
Ellen . (23) 10/06/2008 10h09
Ellen . (23) 10/06/2008 10h09
MARILIA / SP
Caros,
A mídia "descobre" um caso, entre centenas de casos. No Brasil há demasiados casos semelhantes dos quais nunca saberemos. Pais que abusam de filhos, crianças que sofrem das mais variadas violências.
No caso da Áustria, como citou Vera Lúcia, os filhos jamais tiveram acesso à escola, ao médico, ao dentista ao parque, ao zoológico.
Oras, pra quê tanta perplexidade?Aqui no Brasil há 50 mil casos de crianças que trabalham em condições análogas ao de escravos. Temos milhares de crianças que nunca tiveram acesso ao dentista, ao médico. Temos centenas de casos de crianças que nunca tiveram acesso à escola. Inclusive encontramos com elas muitas vezes nas ruas diariamente.
Bom, mas isso aqui virou banalizou demais e hoje já é algo "comum'.
É exatamente esta a intenção de nossa mídia brasileira.: provocar o "horror' com acontecimentos como esse e banalizar os casos mais graves, com maiores proporções, que paulatinamente destroem a sociedade brasileira.
12 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (54)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca