BBC Brasil
05/05/2008 - 07h36

Em Indiana, Hillary e Obama travam "guerra da gasolina"

BRUNO GARCEZ
da BBC

A disputa presidencial democrata em Indiana, o Estado-sede do automobilismo dos Estados Unidos, trouxe à tona uma divergência entre Hillary Clinton e Barack Obama muito condizente com o local --sobre o preço de combustíveis.

A senadora defende uma moratória temporária ao imposto de 18,4 centavos de dólar por galão de gasolina cobrado pelo governo federal em todo o país.

O projeto inicialmente foi apresentado pelo candidato republicano John McCain e em seguida abraçado por Hillary.

A moratória ao imposto entraria em vigor durante o verão, quando muitos americanos aproveitam o período de férias para viajar de carro com suas famílias.

Obama considera a proposta eleitoreira e de pouca eficácia. O imposto, argumenta o senador, permitiu ao governo americano arrecadar US$ 28,2 bilhões em 2006, dinheiro usado para realizar a manutenção de estradas no país.

Comerciais

As campanhas dos dois candidatos vêm divulgando comerciais em Indiana em que eles trocam farpas a respeito da postura de cada um em relação ao tributo.

Em um evento do Partido Democrata de Indiana, realizado em Indianápolis no domingo, dois dias antes da primária, Hillary e Obama dividiram o palco e fizeram referências ao imposto em seus discursos.

Hillary o fez de forma mais sutil, mas condizente com o tom populista que tem adotado mais recentemente em sua campanha:

"Todo mundo que dirige para o trabalho, todo mundo que mora longe do local de seu emprego e que precisa ir trabalhar em outra cidade para pagar as contas, tem alguma compreensão do que significa quando todos os preços sobem, exceto os salários."

Obama, por sua vez, fez críticas abertas à proposta da rival, destoando do tom conciliatório que os organizadores tentaram dar ao evento.

"Uma moratória ao imposto sobre gasolina representaria uma economia de US$ 0,30 por dia", afirmou o senador, desdenhando do valor que seria poupado e acrescentando que a proposta é infrutífera, já que as companhias petrolíferas seguem aumentando os preços da gasolina.

"Alguém confia nas companhias de petróleo? Vale perguntar, que tipo de partido é o nosso? Um partido com políticos que querem apenas conquistar a próxima eleição?", indagou o senador.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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