Promotores interrogam pela primeira vez austríaco que prendeu filha
da BBC Brasil
Promotores austríacos estão interrogando pela primeira vez, nesta quarta-feira, o homem que admitiu manter a filha em um porão por 24 anos e ter sete filhos com ela.
Um porta-voz da promotoria confirmou que o interrogatório de Josef Fritzl está sendo realizado na prisão onde o acusado está detido, em St. Poelten, mas não deu outros detalhes.
Não está claro que Fritzl estaria respondendo às perguntas. Apesar de ter inicialmente confessado os crimes, ele tem permanecido em silêncio desde então.
Fritzl, de 73 anos, ainda não foi indiciado, mas os advogados de defesa já indicaram que pretendem alegar insanidade do acusado.
Polícia ingênua
O Parlamento austríaco deve debater o caso nesta quarta-feira. O ministro do Interior, Guenther Platter e a ministra da Justiça, Maria Berger, devem se pronunciar sobre o caso.
Berger disse ao jornal austríaco Der Standard que a polícia foi ingênua ao aceitar, em 1984, a versão de Josef Fritzl de que sua filha, Elisabeth, teria se juntado a uma seita.
"Olhando para tudo que sabemos até agora, eu posso ver uma certa ingenuidade, especialmente em relação ao fato de que ela teria se juntado a uma seita, que foi usado pelo suspeito para explicar o desaparecimento da filha", disse Berger ao jornal.
Foi a primeira vez que as autoridades austríacas admitiram falhas na investigação sobre o desaparecimento de Elisabeth.
Fritzl teve sete filhos com Elisabeth. Um morreu logo depois do nascimento, e três permaneceram presos no cativeiro com a mãe. Os outros três viviam com Fritzl e a mulher. Um deles havia sido legalmente adotado.
Berger também disse ser lamentável que Fritzl teria tido permissão para cuidar das crianças sem que as autoridades investigassem sua ficha criminal. Fritzl foi condenado e preso por estupro em 1967, mas a lei austríaca determina que informações sobre condenações cumpridas podem ser mantidas por apenas cinco anos.
"Nós gostaríamos que esse procedimento tivesse sido adotado apesar de as adoções teriam sido feitas por familiares", disse a ministra.
Leia Mais
- Advogado de austríaco que manteve filha no porão recebe ameaças
- Polícia diz estar perto de solução do caso de austríaca mantida em porão pelo pai
- Advogado diz que austríaco deve ir para instituição psiquiátrica
- Áustria estuda novas medidas para evitar novo caso como o de Amstetten
- Entenda o caso do austríaco que manteve a filha presa por 24 anos
- Veja galeria de imagens do caso do austríaco que manteve a filha 24 anos presa
Livraria
- "Desonrada" é relato chocante de mulher condenada a estupro coletivo no Paquistão
- Livros mostram como educar filhos e manter crianças e adolescentes fora de perigo
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
Especial


avalie fechar
Essa monstruosidade apenas nasceu em um invólucro humano, mas a semelhança para por aí. Creio que a Áustria, não tem pena de morte, afinal países "civilizados" tem muito orgulho em deixarem animais como estes vivos.
Só a prisão perpétua seria o suficiente?
Isso ainda se não o internarem para tratamento, coitadinho...
avalie fechar
Imaginem que um cidadão nasce e morre sem ao menos ter conhecimento de seus direitos básicos??
A mídia?Bom, esta apenas condena o povo à ignorância eterna, com novelas, programas de auditório, etc.
Brasileiros, há manifestações nos quatro cantos do mundo!!Não estamos no fim da história, no mundo cada um por si, ganhe dinheiro, endivida-se, seja feliz comprando, enriqueça os bancos.
Você ganha pouco?se mata de trabalhar pra enriquecer o patrão?Não tem um sistema de saúde de qualidade?seu filho não tem acesso à educação de qualidade?Oras, o importa?Se posso comprar à prestação meu novo celular, uma geladeira nova, etc?
Essas "necessidades" tecnológicas dão a falsa idéia de satisfação pessoal.As novelas mostram um mundo irreal.
Resultado: viramos apenas consumidores e perdemos nosso papel enquanto cidadãos. Conseqüência?Perdemos nossos direitos, as injustiças aumentam, a política serve ao mercado e regredimos na história!
avalie fechar