Árabe eleitor do Likud diz ter orgulho de Israel
MICHEL GAWENDO
da BBC, em Tel Aviv
Alam Alam é um caso raro: árabe cristão em Israel, onde 76% da população é judia, ele afirma ter orgulho de ser cidadão israelense. Ainda mais surpreendente, Alam é eleitor do partido nacionalista de direita Likud, liderado pelo ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Nesta semana, Alam enfeitou seu restaurante com bandeiras do país. Nesta quinta-feira, quando Israel celebra 60 anos, ele levará a família para fazer um churrasco ao ar livre, conforme o costume israelense.
"Sou israelense. Este é o meu país. Aqui eu vivo bem e tranqüilo com a minha família. Você acha que todos os árabes falam mal de Israel? Aqui na minha região não é assim", disse Alam à BBC Brasil.
"Os críticos são os mais velhos, que têm muita ligação com a terra e não tiveram contato com judeus. Hoje, em Israel, não há diferença entre árabes e judeus. Os avanços sociais chegam para todos", afirma, desafiando as estatísticas e o sentimento de discriminação manifestado pela maioria dos mais de 1,4 milhão de árabes que vivem em Israel, ao lado de 5,5 milhões de judeus.
Segundo números recentes da organização Adva, uma importante ONG de luta por igualdade em Israel, o desemprego geral no país caiu de 10,7% em 2003 para 7,3% em 2007. Mas, entre os árabes, o índice continua em 10,9%.
Outra estatística do grupo mostra que os árabes representam 62,5% dos desempregados que ficam mais de 52 semanas sem trabalho. Em geral, os salários desta minoria são entre 15% e 20% mais baixos do que os rendimentos dos judeus.
"A situação econômica não está fácil, mas não há miséria. Mas eu sei que aqui meus filhos têm educação estatal, e os mais velhos recebem ajuda do governo. Em muitos países árabes, não é assim."
Vida na Galiléia
Alam, de 38 anos, vive na região da Galiléia, norte de Israel, com a mulher, Lora, a filha, Amal, de 13 anos, e o filho Ibrahim, de 10.
Administra o "Lial Beirute", um aconchegante e movimentado restaurante de comida libanesa --a mesma origem de sua família. A maioria da clientela é de judeus.
Ele afirma não se importar se os filhos quiserem servir o Exército israelense, mesmo com o risco de terem de enfrentar outros árabes. "A decisão será deles quando chegarem aos 18 anos. Mas, se quiserem, para mim não há problema se decidirem defender nosso país."
A família de Alam, que é cristã maronita, foi separada entre Líbano e Israel com a criação das fronteiras modernas do Oriente Médio, na década de 40.
Mas ele afirma que não tem mais contato com os parentes no país vizinho e inimigo e que se identifica mais com os israelenses do que com qualquer árabe do Oriente Médio.
"Estive na Jordânia algumas vezes. Eu me senti totalmente estrangeiro. Fiquei comparando a situação do povo de lá com a da população de Israel, incluindo os árabes. Aqui é melhor."
Alam também é um crítico dos palestinos, que lutam pela criação de um Estado independente ao lado de Israel.
"Israel assinou diversos acordos de paz e de repente eles (os palestinos) começaram a jogar pedras e a explodir ônibus. Se os palestinos não tivessem usado a violência, matando inocentes, talvez o que chamam de racismo contra os árabes em Israel não existisse", afirma.
"Eles têm líderes que usam a violência e brigam pelo poder. Há também muita traição interna. Sempre aparece um grupo novo prometendo maravilhas. Isso provoca uma sensação de vazio no povo, um sentimento de desconfiança contínua e de que não há futuro."
Voto no Likud
Na política israelense, Alam conta que vota no Likud, partido de onde saíram líderes de direita odiados no mundo árabe, como Ariel Sharon.
"O Likud é o único partido que fez paz. Menachem Beguin assinou o tratado com Anwar Sadat, e até hoje há paz entre Israel e o Egito. Quanto sangue deixou de ser derramado graças ao acordo? É por isso que voto nesta legenda: minha visão política vai de acordo com minha posição moral."
Para Alam, o maior valor de Israel é a democracia. "Não tenho medo de falar a favor de Israel e de criticar árabes. Vivo em um país democrático e vivo pelo país. Falo isso em qualquer lugar. Diria até mesmo no Parlamento palestino."
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Também tem a questão do holocausto, sendo usado como recurso para vitimizar os judeus e colocar os palestinos como substitutos dos alemães. Isso obviamente é irônico, pois inverte os papéis da vítima e do algoz.
Falar em holocausto lembra revisionismo, mentirosamente chamado de negação do holocausto. Não se nega o holocausto e sim se revisa. O máximo que se nega é a versão oficial.
Há um projeto de lei, do Dep. Marcelo Itajiba, que pretende criminalizar a negação do holocausto (e obviamente sua revisão). Se o revisionismo é algo inválido, bastariam simples explicações para desmentir. Só. Mas o fato de criarem lei proibindo pensar, duvidar, indagar, já é motivo para se desconfiar. E não é a toa, pois o revisionismo não só apresenta outra versão, mas também denuncia a chamada industria do holocausto, onde o sofrimento das vítimas seria usado como forma de lucro fácil, além de ter ajudado a forçar a criação do estado de Israel. Só a mentira precisa de censura, e comparar revisionismo com apologia ao nazismo é no mínimo covardia de quem quer fugir de dar explicações e responder certas questões.
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Os palestinos estavam lá e os judeus simplesmente foram chegando, tendo o antigo testamento como escritura de terras. Ao invés de uma justificativa, deram uma desculpa, de que seus ancestrais ali viveram a milênios, portanto as terras são suas.
Israel assassinou inocentes, até crianças. Claro que os palestinos não ficariam sem fazer nada. Não só podem como DEVEM lutar contra invasores. Desejar o fim do estado de Israel é o mínimo, tendo em vista que este estado está promovendo o fim do povo palestino.
E é bom deixar claro algumas coisas: Hamas, Hezbollah e Fatah não são grupos terroristas, como a mídia teima em afirmar. O Brasil oficialmente os reconhece como partidos políticos. Do ponto de vista palestino, Kadima e Likud é que seriam grupos terroristas.
Também tem a questão do holocausto. Usar isso como desculpa para matar palestinos é absurdo. Querem compensar o holocausto judeu com um holocausto palestino? Por isso digo que os sionistas fizeram um curso de genocídio na faculdade de Auschwitz, com o professor Menguele, cujo reitor era Adolf Hitler. Dali sairam com diploma de mestrado e doutorado.
Se os judeus tinham algum direito àquelas terras, deveriam simplesmente ir chegando com bons modos, respeitando seus anfitriões. Pelo que fizeram aos inocentes palestinos, já perderam o direito de estar ali a muito tempo. Portanto, não reclamem depois se ocorrer uma nova diáspora.
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