Viagem por Israel mostra realidade de imigrantes
PAUL ADAMS
da BBC Brasil
A viagem começa, apropriadamente, em um kibutz nascido no mesmo ano que o Estado de Israel.
Em meio a rochedos de basalto e declives banhados pelo sol ao norte do Mar da Galiléia, o "Kibutz Inglês" foi fundado por judeus britânicos que fugiram para cá durante o Holocausto para participar do sonho sionista.
No início, os recém-chegados viviam em barracas e recebiam uns poucos trocados para carregar pedras. As fronteiras do novo Estado ainda não estavam definidas (ainda não estão) e os sírios estavam ali perto.
Julia Nizan aprendeu a manejar uma metralhadora Sten e sentiu-se, como todos no kibutz, uma pioneira.
"Nós sentíamos que tínhamos um trabalho a fazer", disse Julia, enquanto olhávamos em direção às Colinas de Golã, logo ali. "Nós sabíamos que tínhamos de construir algo que iria ter um significado."
Os antigos pioneiros agora andam em carros elétricos e o kibutz, que aos poucos abandonou os princípios de vida em comunidade, tem a atmosfera sonolenta de uma clínica geriátrica rural.
Idealismo e realidade
Mas o idealismo que trouxe as pessoas para cá ainda permanece vivo, e, com ele, o desapontamento pelo que Israel se tornou.
"Me faz sentir inútil", diz Nizan sobre as notícias, que parecem recheadas das últimas investigações policiais sobre os crimes financeiros e sexuais dos políticos do país.
"Nós esperávamos ser um modelo para um país que iria viver sem corrupção; um tipo de vida mais simples no qual os valores básicos fossem honrados."
Viajando em direção ao sul, para Netanya, eu encontrei Mazi Melesa, uma jovem etíope com um bebê pequeno e grandes expectativas sobre seus estudos de pós-graduação em Diplomacia.
Ela chegou com seus pais e outros 15 mil judeus etíopes em 1991, durante a chamada Operação Salomão.
Dezessete anos depois, a vida nem sempre tem sido fácil para os etíopes, que formam cerca de 1,5% da população. Mais da metade vive abaixo da linha de pobreza. Há problemas com drogas e violência doméstica.
"Nós pensávamos que Israel era a terra de leite e mel", diz Mazi. "Mas você tem que trabalhar por esse leite e mel. Então, quando vejo amigos --que não aproveitaram a oportunidade de ir à escola --nas ruas com álcool e drogas, é doloroso."
Brasileira recém-chegada
Ali perto, em Ra'anana, Marla Bitran, recém-chegada do Brasil, compartilha do idealismo e da determinação de Mazi.
Mas, como todos os imigrantes, há forças que a empurram a "fazer Aliyá" (mudar para Israel).
"Sempre tive o sonho de viver em Israel", diz ela.
"Mas a situação no Brasil estava terrível. A violência estava aumentando e isso nos fez vir um pouco mais rápido."
Por fim, em Sderot, junto à Faixa de Gaza. Enquanto os moradores do kibutz da Galiléia temiam a artilharia síria nos anos 1940, a Sderot de 2008 vive sob uma chuva quase diária de foguetes lançados por militantes palestinos.
A cidade abriga muitos judeus da antiga União Soviética, a maioria dos quais chegou em uma grande onda de imigração nos anos 1990.
Eu conheci Olga Peltz, uma imigrante da Ucrânia, enquanto procurava por ofertas no mercado ao ar livre.
Há abrigos improvisados contra foguetes, pintados de cores alegres, em cada extremidade do mercado. Quando toca a sirene, você tem no máximo 15 segundos para se abrigar.
Olga é uma pilha de nervos. Carrega uma bolsa de medicamentos para conseguir suportar os foguetes.
Ela já foi uma mulher de negócios bem-sucedida, mas agora depende dos benefícios do Estado, que não são suficientes.
Há um forte sentimento de solidariedade em Sderot, mas também a sensação de que o Estado não está fazendo o que deveria.
Olga diz sentir-se abandonada, mas não tem para onde ir.
Deixando a violência ou a incerteza para trás em seus países de origem, os imigrantes que vieram para Israel encontraram tanto uma quanto outra aqui.
Mas eles também realizaram seus sonhos --e poucos olham para trás.
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Especial


Também tem a questão do holocausto, sendo usado como recurso para vitimizar os judeus e colocar os palestinos como substitutos dos alemães. Isso obviamente é irônico, pois inverte os papéis da vítima e do algoz.
Falar em holocausto lembra revisionismo, mentirosamente chamado de negação do holocausto. Não se nega o holocausto e sim se revisa. O máximo que se nega é a versão oficial.
Há um projeto de lei, do Dep. Marcelo Itajiba, que pretende criminalizar a negação do holocausto (e obviamente sua revisão). Se o revisionismo é algo inválido, bastariam simples explicações para desmentir. Só. Mas o fato de criarem lei proibindo pensar, duvidar, indagar, já é motivo para se desconfiar. E não é a toa, pois o revisionismo não só apresenta outra versão, mas também denuncia a chamada industria do holocausto, onde o sofrimento das vítimas seria usado como forma de lucro fácil, além de ter ajudado a forçar a criação do estado de Israel. Só a mentira precisa de censura, e comparar revisionismo com apologia ao nazismo é no mínimo covardia de quem quer fugir de dar explicações e responder certas questões.
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Os palestinos estavam lá e os judeus simplesmente foram chegando, tendo o antigo testamento como escritura de terras. Ao invés de uma justificativa, deram uma desculpa, de que seus ancestrais ali viveram a milênios, portanto as terras são suas.
Israel assassinou inocentes, até crianças. Claro que os palestinos não ficariam sem fazer nada. Não só podem como DEVEM lutar contra invasores. Desejar o fim do estado de Israel é o mínimo, tendo em vista que este estado está promovendo o fim do povo palestino.
E é bom deixar claro algumas coisas: Hamas, Hezbollah e Fatah não são grupos terroristas, como a mídia teima em afirmar. O Brasil oficialmente os reconhece como partidos políticos. Do ponto de vista palestino, Kadima e Likud é que seriam grupos terroristas.
Também tem a questão do holocausto. Usar isso como desculpa para matar palestinos é absurdo. Querem compensar o holocausto judeu com um holocausto palestino? Por isso digo que os sionistas fizeram um curso de genocídio na faculdade de Auschwitz, com o professor Menguele, cujo reitor era Adolf Hitler. Dali sairam com diploma de mestrado e doutorado.
Se os judeus tinham algum direito àquelas terras, deveriam simplesmente ir chegando com bons modos, respeitando seus anfitriões. Pelo que fizeram aos inocentes palestinos, já perderam o direito de estar ali a muito tempo. Portanto, não reclamem depois se ocorrer uma nova diáspora.
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