BBC Brasil
13/05/2008 - 20h40

Para produtor rural, diálogo com Marina Silva era "impossível"

CAROLINA GLYCERIO
Enviada especial da BBC Brasil a Alta Floresta (MT)

Produtores rurais ouvidos pela BBC Brasil disseram esperar que a demissão da ministra Marina Silva melhore o diálogo do setor produtivo agrícola com a área de meio ambiente do governo.

"Espero que quem assumir estabeleça um diálogo. O Brasil não pode abrir mão da sua vocação para produzir alimentos", disse à BBC Brasil o deputado Homero Pereira (PR), presidente licenciado da Famato (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso).

"Ela era muito radical, tinha tudo para fazer uma boa gestão, o setor sempre esteve pronto (para dialogar), mas o diálogo era impossível", disse Glauber Silveira, presidente da Aprosoja (Associação de Produtores de Soja do Mato Grosso),

Os dois representantes reclamaram de medidas de Marina Silva contra o desmatamento no Mato Grosso.

"O cadastramento foi ridículo, não conseguiram cadastrar ninguém", disse Silveira, referindo-se à exigência do recadastramento de todos os imóveis rurais situados nos municípios que registraram as maiores taxas de desmatamento em 2007.

Expectativa

Pereira falou da divergência entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o governo do Mato Grosso em torno dos dados sobre o desmatamento no Estado.

"Nós procuramos nunca ir numa posição de confronto, salvo nos dados do Inpe sobre o Mato Grosso, os dados in loco não batem", disse Pereira.

O representante da Famato também criticou a aplicação das ações de comando e controle sem a implementação de mecanismos para "valorizar a floresta em pé".

Ele insiste que era possível conquistar o apoio dos produtores para o seu trabalho e que a ministra poderia ter transformado "produtores rurais em ambientalistas".

As duas associações também esperam que o sucessor de Marina Silva imponha menos resistência do que ela a obras de infra-estrutura com impactos ambientais.

A Famato também diz querer aproveitar a mudança no Ministério do Meio Ambiente para rediscutir o conceito de reserva legal em propriedades privadas.

Pelos termos de uma Medida Provisória de 1996, e reeditada desde então, proprietários de terras na Amazônia têm a obrigação de manter 80% da floresta em pé.

A regra foi considerada uma vitória dos ambientalistas à época, mas raramente é cumprida e enfrenta resistência principalmente entre os pioneiros da Amazônia.

"O setor da soja nunca defendeu a ilegalidade", disse Silveira. "O produtor quer estar adequado, mas o que sempre foi importante para nós era o direito adquirido (de quem estava na região antes da mudança da lei)."

Comentários dos leitores
José Alberto (118) 25/06/2009 20h22
José Alberto (118) 25/06/2009 20h22
VAMOS COMEÇAR POR BAIXO: AMERICANOS NÃO TEEM NEM UM PAU ANTIGO, DESMATARAM TUDO,CHINESES NÃO TEEM NEM UM PAU ANTIGO, INDIA NÃO TEEM NEM UM PAU ANTIGO, RUSSIA NÃO TEEM NEM UM PAU ANTIGO, FRANÇA ENTÃO ONDE VAI POR UM PAU ANTIGO SE É TÃO PEQUENA COMO O NOSSO O QUE SEM DEFINIÇAÕ, ALEMANHA, JAPÃO,EM TODO LUGAR QUE SE OLHA SÓ TEEM DESTRUIÇAO DE FLORESTA E O QUE RESTA E ESTÃO ACABANDO COM ELA TB ....AMAZONIA........E OS BRASILEIROS A ESTÃO ABANDONANDO...QUE PREÇO PAGAMOS PARA ASSSSINATOS....ACEITAMOS.... sem opinião
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sostenes lima de alencar (7) 06/06/2009 16h54
sostenes lima de alencar (7) 06/06/2009 16h54
carlos minc já deveria ter caído há tempos esse cidadão desde o inicio se envolve em atritos e agora vai ter que explicar no congresso sua presença na marcha da maconha,num momento em que a violencia explode sustentada pelas drogas o que é isso gente? sem opinião
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Sudeste/ sudestino (110) 03/06/2008 16h34
Sudeste/ sudestino (110) 03/06/2008 16h34
Shouthem Brazil Lumber & Colonization Company do norte-americano Percival Faquhar, recebeu do governo brasileiro autorização para colonizar Paraná e Santa Catarina.
A empresa enviou do Paraná para os EUA, 250 milhões de pinheiros da espécie araucária documentados, chegando a 750 milhões de forma ilegal.
Em Santa Catarina o norte-americano mandou para os EUA 800 milhões de árvores.
A conseqüência dessa colonização estrangeira foi a guerra do contestado de 1912 a 1916.
Fonte: Wikipédia - Destino Manifesto
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