BBC Brasil
15/05/2008 - 14h24

Obama se desculpa por chamar repórter de "docinho"

da BBC

O senador Barack Obama, pré-candidato democrata à Presidência americana, pediu desculpas a uma repórter por tê-la chamado de "docinho".

Segundo o jornal "Detroit News", o incidente teria ocorrido durante uma visita de Obama a uma fábrica de automóveis em Detroit, no Estado de Michigan.

Quando a repórter Peggy Agar, da WXYZ TV, perguntou o que ele faria pelos trabalhadores do setor automobilístico, o senador respondeu: "Espera um pouco, docinho. Vamos fazer uma coletiva de imprensa. Obrigado".

Ainda de acordo com o "Detroit News", ao se arrepender da maneira como tratou a jornalista, Obama deixou uma mensagem em sua secretária eletrônica, que mais tarde foi transmitida em um canal de TV.

"Essa é uma mania ruim que eu tenho. Eu às vezes faço isso com várias pessoas. Eu não quis desrespeitá-la e me sinto mal por isso", disse Obama, que esteve em Michigan em campanha.

"Fique à vontade para me ligar de volta. Eu espero que a minha equipe de imprensa fará o possível por você na próxima vez que voltarmos a Detroit".

Esta foi a segunda vez que Obama foi pego se referindo a alguém como "docinho". A primeira vez foi em abril, na Pensilvânia, quando se dirigiu a uma operária.

A repórter disse que o pedido de desculpas lhe surpreendeu e que tinha ficado mais preocupada pelo fato de ele não ter respondido à pergunta.

"Já fui chamada de coisa pior", disse ela ao Detroit News.

"Os moradores de Michigan têm que decidir em quem vão votar. Obama poderia ter parado um segundo para dizer o que ele vai fazer por eles."

Comentários dos leitores
Jaaziel Ferelli (47) 07/07/2008 12h12
Jaaziel Ferelli (47) 07/07/2008 12h12
SERRA / ES
Bravo Sr. Saulo!!! Muito bem. Nós aqui no Brasil ainda não temos sequer a capacidade de escolher bem ou razoalvemente os nossos líderes, e portanto não cabe a nós dar sugestões em país alheio. Interessante que por lá um dos principais temas discutidos é sobre quem prestou um melhor serviço ao país durante o serviço militar. Aqui, seria interessante um estudo que demonstrasse quantos deputados, senadores, vereadores e demais inúteis prestaram serviço militar, e quantos filhos desses inúteis prestam serviço militar também. sem opinião
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Gustavo Pereira (28) 06/07/2008 23h06
Gustavo Pereira (28) 06/07/2008 23h06
Sr. Jose Nunes Rodrigues.
Desculpe a demora na resposta, mas eu estava fora devido ao feriadao de 4 de Julho.
Eu tambem concordo com suas ultimas avaliacoes. Eu estou convencido que grande parte da situacao economica desastrosa em que os EUA se encontra eh oriunda do deficit orcamentario recorde do governo federal, que tem gasto anualmente 400 bilhoes de dolares a mais do que arrecada. Isso levou a um aumento astronomico da divida e da emissao de titulos do tesouro pra cobri-la. Com isso, as perspectivas do mercado financeiro americano se tornaram negativas, o que tem levado a uma despencada geral do dolar frente a varias moedas. Produtos importados, entre eles o petroleo, ficaram muito caros. O aumento do preco da energia tem um efeito em cascata: encarece o custo de vida, de produtos basicos e manufaturados; leva a uma diminuicao do consumo; e finalmente ao aumento do desemprego. Logo, eu acredito que para economia voltar a crescer eh necessario um ajuste emergencial no orcamento. Essa era a proposta de Ron Paul. Pra voltarmos ao equilibrio orcamentario eh necessario um corte nas despesas, um aumento na arrecadao, ou ambos. Entao qual eh a (minha) preocupacao com a atual plataforma de McCain? Ele propoe a continuacao das atividades militares no Iraque por tempo indeterminado (que custam uma fortuna e sao responsaveis pelo atual deficit) e o corte permanente de impostos para aqueles que ganham mais de $200,000 por ano! E isso certamente nao reduzira esse deficit.
6 opiniões
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Atylla Arruda (4) 05/07/2008 20h25
Atylla Arruda (4) 05/07/2008 20h25
FORTALEZA / CE
McCain foi um piloto de avião que ficou anos numa prisão vietnamita, Iquais a ele devem existir milhares nos EUA,Essa experiencia não o torna Um Julio Cesar ou um Alexandre, O grande. Se ele fosse um estrategista brilhante não teria aprovado uma guerra semelhante ao Vietnan. 5 opiniões
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