BBC Brasil
15/05/2008 - 15h22

No Parlamento, Bush promete apoiar Israel contra "terroristas"

RODRIGO DURÃO COELHO
enviado especial da BBC Brasil à Cisjordânia

O presidente americano George W.Bush disse nesta quinta-feira ao Knesset, o Parlamento de Israel, que os Estados Unidos vão apoiar Israel contra o que chamou de grupos "terroristas".

Leia a íntegra do discurso de Bush.

"Os Estados Unidos se colocam ao seu lado para destruir redes terroristas e negar refúgio para extremistas", disse Bush em Jerusalém.

O líder americano elogiou os laços "indestrutíveis" que unem os dois países e descreveu Israel como uma democracia que é ameaçada por adversários regionais e grupos aliados a eles.

"Al Qaeda, Hizbollah e Hamas vão ser derrotados à medida que os muçulmanos da região perceberem o vazio da visão terrorista e a injustiça de sua causa", disse o presidente americano.

Processo de paz

Um dos objetivos da visita de Bush ao Oriente Médio é estimular o processo de paz na região, mas poucos analistas dizem acreditar que um acordo entre israelenses e palestinos seja possível antes do final de seu mandato, em janeiro.

Segundo analistas, as lideranças dos dois lados estão enfraquecidas e restaria pouco tempo para implementar medidas ambiciosas.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, sofre pressão para se demitir por enfrentar um processo de corrupção.

O governo palestino está rachado, com o Fatah controlando a Cisjordânia e o Hamas, a faixa de Gaza.

Futuro

Em seu discurso desta quinta-feira, Bush preferiu falar em linhas mais gerais de sua visão para o futuro e de como ele imagina que será a região daqui a 60 anos.

"Os palestinos vão ter a terra natal que sonham e merecem", disse. "Um governo democrático governado pela lei, que respeita os direitos humanos e rejeita o terror."

"Do Cairo a Riad, de Bagdá a Beirute, as pessoas vão viver em sociedades livres e democráticas, onde o desejo de paz é reforçado pelos laços diplomáticos, de turismo e comércio", acrescentou Bush.

"Irã e Síria vão ser nações pacíficas, com a opressão de hoje sendo uma memória distante e as pessoas livres para falar e desenvolver seus talentos", afirmou o presidente americano.

Gaza

A presença de Bush em Israel no dia em que os palestinos marcam o Nakba, ou "tragédia", que é como chamam a criação do Estado judeu, foi considerada ofensiva por vários palestinos.

"Nessa terra adorada, vivem dois povos", disse o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em um pronunciamento na televisão. "Um celebra a sua independência, e o outro sofre, lembrando de sua tragédia."

A imprensa israelense afirma que militares do país estão planejando uma grande operação em Gaza.

Na quarta-feira, um foguete palestino atingiu um shopping center na cidade de Ashkelon (distante 15 km da faixa de Gaza), ferindo 14 pessoas.

No mesmo dia, uma operação israelense em Gaza havia matado quatro pessoas.

O chefe do serviço secreto israelense, Amos Yadlin, disse ao jornal "Haaretz" que, até 2010, os militantes do Hamas devem possuir foguetes com alcance de até 40 km.

Comentários dos leitores
Ronaldo Rainha (28) 15/10/2009 03h15
Ronaldo Rainha (28) 15/10/2009 03h15
Interessante todos os paises do mundo democratas ou não, tem ricos, e pobres, escolas ótimas e escolas ruins,porque acham que com Israel que tem sómente 60 anos teria que ser o pais exemplo do mundo , já não basta ele ser o melhor para se viver, onde existe uma segurança bem melhor que a nossa em todos os sentidos, nem preciso mencionar a questão da corrupção que tem nos outros paises! Shalom a todos sem opinião
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J. R. (1048) 07/10/2009 08h57
J. R. (1048) 07/10/2009 08h57
israel não reconhece o estado palestino nem seus 2 partidos políticos (é a primeira vez que um estado tem 0 partidos) rotulando-os de grupos terroristas, pois deseja continuar a expandir seu território e se apossar da riqueza marítima de Gaza, como os poços de gás. No fundo, os palestinos são escravos de israel, sob contínuas e falsas promessas. 103 opiniões
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amal wehba (2) 22/09/2009 11h15
amal wehba (2) 22/09/2009 11h15
concordo em genero e grau,mas a nefasta influencia israelense no mundo não deixa a verdade vir á tona. 3 opiniões
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