BBC Brasil
16/05/2008 - 08h02

Biocombustível atrai líderes europeus para Brasil, diz jornal argentino

da BBC Brasil

Em sua edição desta sexta-feira, o diário argentino "Página/12" destaca a vista de quatro premiês europeus ao Brasil, a caminho da Cúpula de Lima, afirmando que o "Brasil é o destino latino-americano mais desejado para os mandatários europeus".

Nos últimos dias, os líderes da Áustria, Finlândia, Alemanha e Espanha estiveram no país. Segundo o jornal, "os europeus estavam interessados somente em uma coisa: biocombustíveis".

Segundo o diário, enquanto a relação com a Espanha, e especialmente com Zapatero, já data de algum tempo, o interesse do resto da Europa é mais recente.

"A conjunção das tragédias dos últimos meses e a crise alimentar parecem ter posto o Brasil no centro da cena política mundial", afirma o diário argentino.

"Suas amplas pradarias, perfeitas para semear soja, arroz e feijão, e os extraordinários recursos petroleiros descobertos recentemente tornaram o país a área mais cobiçada pelas grandes potências".

O "Página/12" destaca o número de carros bicombustíveis vendidos no Brasil, além da inclusão de etanol em toda a gasolina vendida nos postos.

"Como se o pacote não fosse suficientemente tentador", afirma o jornal, "o país mais extenso da América Latina conta com uma das tecnologias mais avançadas do mundo para produzir etanol e biodiesel, os dois combustíveis mais desenvolvidos até o momento".

O "Página/12" destaca que, assim que chegou ao Brasil, a chanceler alemã, Angela Merkel --que foi ministra do Meio Ambiente e impulsionou a meta de 20% de etanol para todos os carros da comunidade européia-- foi discutir os avanços na produção local e assinar quatro convênios de cooperação.

"Mas a visita de Merkel teve seus momentos incômodos para Lula", diz o jornal. "Durante a entrevista coletiva dada pelos dois mandatários antes do fim da visita, a premiê alemã tocou no delicado tema da preservação da Amazônia e na recente renúncia da ministra do Meio Ambiente Marina Silva".

Segundo o "Página/12", fontes da comitiva de Angela Merkel confirmaram que não estão contentes com a saída da ministra, que era admirada pela chanceler.

Comentários dos leitores
Guilherme Carneiro (3) 05/07/2008 21h16
Guilherme Carneiro (3) 05/07/2008 21h16
POCOS DE CALDAS / MG
A tendencia da diminuição da oferta ou melhor aumento da demanda por alimentos é inevitável, são muitos os que estão saindo da miséria nos países emergentes. Mas o Brasil pode finalmente ser o seleiro do mundo, basta que se incie uma medida para que os detentores de terras que são mau aproveitadas passem por uma malha fina e se enquadrem na intensificação da atividade agrícola, tornando os milhoes de hectares mau aproveitados em produtivos. Para isso é necessário uma reforma agraria que obrigue que não aproveita bem sua propriedade vende-la ou arrenda-la. Isso poderia ser uma iniciativa das prefeituras atravez dos vereadores estabelecer os níveis de aproveitamento das propriedades dependedo das circunstancias de cada uma delas. sem opinião
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Ivan Eichemberger Bonafe (41) 04/07/2008 20h46
Ivan Eichemberger Bonafe (41) 04/07/2008 20h46
se o fhc não tivesse abandonado o povao por 8 anos, o lula nao teria chance de sucesso com bolsa familia não adianta tucanada reclamar agora, mas concordo que lula deixa muito a desejar em investimento na educação que é a única solução de verdade pra esse país. Quanto ao banco mundial culpar os biocombustíveis, desde quando o que é bom para banqueiros é bom para a população em geral, incluindo classes B e C que sustentam esse país? apesar da decadencia educacional tbm presentes na classe B brasileira, por exemplo, o q seria do pagode se ninguém da classe B o consumisse? é Brasil, falta de cultura ninguém chega à sua altura, mas que culpa tem cabral.... 3 opiniões
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cleiton rodrigues (1) 04/07/2008 13h20
cleiton rodrigues (1) 04/07/2008 13h20
ITAQUAQUECETUBA / SP
Realmente, as pessoas criticam o bolsa família pelo motivo errado. Ele, alem de ser um programa que contribui para a retirada de pessoas da linha da miséria, é indispensavel para reduzir o distanciamento social do nosso país. Agora, se o caso é discutir corrupção e uso eleitoreiro, o façam, mas não deixem de reconhecer o mérito, afinal, quem tem fome não quer saber de onde vem, desde que venha. 4 opiniões
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